9 de mar de 2013

Crescei e Multiplicai-vos


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73 - Disse Jesus: a colheita é verdadeiramente grande, mas os trabalhadores são poucos; por isso, implorai ao Senhor para que Ele mande mais trabalhadores para a colheita.

Essas palavras, também referidas por outros evangelistas, adquirem em nossos dias um sentido todo especial: é sem precedentes a fome e sede que milhares de homens têm do mundo espiritual e divino. 

Quanto mais cresce, por um lado, a profanidade duma parte da humanidade, tanto mais cresce também a espiritualidade de outra parte. Em todos os cinco continentes do globo existem numerosos grupos de homens e mulheres que fazem diariamente a sua hora de meditação. Em tempos antigos, meditação era para os yogues orientais, ou, aqui no ocidente, para pequenos grupos de frades e freiras, nos mosteiros e conventos. Um homem do mundo não pensava em meditação. Hoje em dia, há centenas de milhares de industriais comerciantes, cientistas de laboratório e professores de universidades, homens de todas as profissões e setores sociais, que fazem diariamente a sua concentração mental e meditação espiritual. A sua Cristo-conscientização. Este fenômeno prova que muitos homens já descobriram que o encontro com sua alma favorece não somente a vida após-morte, mas também a vida presente.

Sendo que as leis que regem o macrocosmo mundial são as mesmas que governam o microcosmo hominal, não admira que assim aconteça. Quanto mais se intensificam as forças centrífugas rumo à periferia, tanto mais se intensificam também as forças centrípetas rumo ao centro. Se assim não fosse, o cosmos deixaria de ser um sistema de equilíbrio e harmonia, e acabaria num pavoroso caos de desequilíbrio e desarmonia.

O que no mundo extra-hominal é garantido pela Inteligência Cósmica, deve ser garantido, no mundo hominal, pela consciência do livre arbítrio. O homem moderno, cada vez mais solicitado pelo centrifuguismo do ego periférico, se sente imperiosamente impelido a intensificar o centripetismo do seu Eu central, a fim de manter a integridade e coesão da sua natureza humana. Verdade é que esse centripetismo espiritual abrange apenas uma pequena elite, e não a grande massa humana. Mas essa elite espiritual pode atuar como fator espiritualizante no meio da massa profana. Se é verdade o que Mahatma Gandhi disse – que um único homem plenamente espiritual neutraliza a profanidade de muitos milhões – então a pequena elite pode equilibrar o desequilibramento da massa profana.

Hoje, na plenitude dos tempos, no início da Era do Aquário, se definem cada vez mais as posições: o preto se torna mais preto, o branco se torna mais branco – em que pese aos amigos do cinzento, que ainda não sabem o que fazem.

"Eu suponho que vocês estejam interessados em Meditação... Que esse interesse traga vocês aqui. E é tão interessante essa palavra: Meditação. Se nós acessarmos o nosso dicionário português, temos Meditação normalmente traduzida como "a contemplação de um objeto". Ou seja, que você coloca toda sua atenção num determinado objeto: num problema, ou no mar, ou numa imagem, talvez num mantra - eu não sei se o dicionário português chega a acessar o mantra - mas normalmente é dado como uma concentração, uma contemplação num certo objeto. É incrível que tenhamos chegado a essa tradução de Meditação. Tem até uma música do Tom Jobim chamada "Meditação", que na verdade é uma contemplação do Rio de Janeiro, do mar, do Jardim Botânico, da floresta... seja lá o que for.

Se a gente for transportado para a raiz de onde vem essa palavra, ela vem da Índia, vem do Sânscrito, vem de "Dhyana", de Dhyan. E essa raiz original não aponta nem para concentração, nem para a contemplação de um objeto. Meditação, na verdade, é o avesso de contemplar um objeto. É quando não existe nenhum objeto, nem sujeito, nem contemplação... É aquele momento onde nada está acontecendo. Nada acontecendo! E nada, aqui, como algo positivo, e não como a negação de alguma coisa - porque "nada" na nossa linguagem significa ausência de alguma coisa. E quando todas as coisas se ausentam, alguma coisa fica presente, essa presença é a Meditação.

Normalmente somos convidados e nos é dado através de "n" métodos, para que nós, através de uma manipulação sensorial cheguemos a esse "estado de nada fazer" e, que talvez pelas frestas daquele "nada fazer" a gente perceba "o Nada". Mas é incrível quando é dito dessa forma, quando é posto dessa forma - e é isso o que estamos buscando com a Meditação. Porque quando você percebe "o Nada", esse "nada" é um objeto sendo percebido. E isso não é Meditação tampouco. Isso ainda é contemplar um objeto.

É tão simples, e ao mesmo tempo é tão complicado. Porque, como é que vamos colocar, ou trazer para nossa realidade, uma coisa que é o avesso de tudo o que aprendemos, de tudo a que fomos condicionados? E aí, a gente olha para a Meditação, então, como a conquista de alguma coisa. Mas se pode ser conquistado, é porque de novo está no mundo objetivo, é algo objetivo, eu posso medir "essa coisa", posso pesar "essa coisa", mensurar "essa coisa". Se eu não conseguir medir "essa coisa", "essa coisa" não é objetiva. E eu poderia entrar aqui num nível bem abstrato, e dizer que tem "uma coisa" subjetiva. Mas existe uma mensurabilidade nessa subjetividade da qual estamos falando. Na verdade, aquilo o qual a Meditação aponta para, está além do subjetivo e além do objetivo. E é incrível! Porque aquilo que a Meditação está apontando para, está aqui e agora, eternamente aqui e agora. O que quer que nós façamos, perguntamos, ou nos propomos normalmente está deitado no tempo. Ou seja, nós olhamos deste momento para algo que vai ser encontrado em algum outro momento, que eu não sei qual, mas para o qual eu estou me preparando. Entendam-me bem! Quando eu olho dessa forma, para isso que estamos fazendo aqui, na verdade, eu estou me afastando, prorrogando, eu estou me enganando... mantendo a minha imaginação intacta. E veja bem: você só vai poder entender com totalidade o que quero dizer (com totalidade, quero dizer que vai além do intelectual), quando você não mais prorrogar. Porque o que eu quero dizer, o que eu estou dizendo, é acessível a cada um de vocês agora.

Eu sei que na cabeça de cada um de nós foi colocada a idéia de aperfeiçoamento, de perfeição, de aprimoramento, de limpeza, de sintonização, de equilíbrio... e tudo isso te coloca na perspectiva de que você tem que prorrogar o seu "dar-se conta", o seu "acordar". O "acordar" fica prorrogado para um novo momento, para uma nova possibilidade. E como você justifica que não entende, por que você não "cai" no aqui-agora? Ou você justifica se colocando para baixo: "eu não sou capaz ainda de entender, eu não estou limpo o suficiente, não estou equilibrado o suficiente". Ou colocando a culpa naquele que vos fala: "Ele não tem o que eu quero!" Ok! Então me diz o que é que você quer... Na verdade, Meditação em si, significa não querer nada, estar totalmente aqui e agora, com as mãos vazias, sem nenhuma distração, sem nenhum desejo. E não apenas! É dar-se conta que aqui-agora você tem tudo do que você precisa, e não existe nenhum outro momento à não ser aqui-agora. À não ser que comecemos a imaginar.

E o que é incrível é que começamos a pensar no futuro e sentimos uma certa ansiedade, uma angústia do desconhecido: "Talvez eu não vá sobreviver". E se pensarmos à respeito do passado, nós sentimos culpa e medo. Culpa pelas coisas que nós não fizemos, que erramos... E o inacreditável é que nessas duas dimensões: de passado e de futuro, só existe a geração desses sentimentos. Eu não consigo ficar em paz pensando no futuro. Você consegue? Você consegue ficar em paz pensando no passado? Duvido muito! Agora, você consegue ficar em paz se você não pensar em nada. E sabe por quê?

É simples! Porque a natureza do aqui-agora é paz. Ela independe do que quer que seja. Não pensa a respeito do que estou dizendo, simplesmente ouve. "Mas como que eu chego ao aqui-agora?" Como é que você vai chegar num lugar onde você já está? A única coisa que te "afasta" do aqui-agora é pensar, imaginar que você não está aqui-agora. E esse é o dilema do ser humano. É que ele imagina que o aqui-agora não está acessível, que algo tem que ser feito para se estar aqui-agora. E as justificativas são enormes. Nenhuma delas cola e, se você tiver alguma, eu o convido a trazê-la para fora para que possamos explorá-la. "Então, por que se torna tão difícil eu ficar aqui-agora?" Como se você estivesse em algum outro lugar... O que acontece é que falta centramento, você se perde nos seus pensamentos. Se pudéssemos olhar com total sinceridade e honestidade para os pensamentos, para os desejos, que são pensamentos ocorrendo na sua mente, como coisas sem importância, como coisas com as quais não existe nenhuma necessidade de eu me invocar ou fazer algo com. O que será que aconteceria?

Experimenta! Assim como aquele pensamento veio, ele vai. Ele vem do nada, não vem de lugar nenhum, e ele some. Nós temos um apego incrível às coisas que nós pensamos, não é?! A gente gosta do que a gente pensa, ou a gente não gosta do que a gente pensa. As duas formas são apego, porque tanto um quanto o outro permanece em círculos, um dentro do outro. Eventualmente eles somem e, de repente você nota: "Nossa! Não penso naquilo faz um tempão!" E incrível é que nós nos apegamos aos pensamentos mas os pensamentos em si, não têm o menor apego para contigo. Não sei se você já notou. Eles não ficam contigo, eles não são fiéis, eles não ficam contigo para sempre. Tem algum pensamento que te acompanha desde o teu nascimento? "Ah! Aquele é o meu fiel escudeiro, ele está sempre na tela da minha mente..." Duvido muito! Mas você coloca toda a sua energia em ser fiel aos pensamentos. Resolver os problemas deles, fazer o que eles disseram ou evitá-los, como se fossem algo real. Agora, se pudesse passar nas suas cabeças nesse instante que nada disso seja real, importante, que não vale a pena se preocupar com esses pensamentos... "Ah! Mas eu tenho que pensar. Como é que eu vou pagar a minha conta de luz amanhã?" Ora! Se fosse verdade, só pensando você pagaria. Mas por incrível que pareça, você pensa muito mais do que você age, pensa mais do que faz. Às vezes você age, inclusive, contra aquilo o que tinha pensado. E chega até a ser ridículo... Como é que pode, se você gastou tanto tempo pensando, determinando, tomando decisões, conclusões... e aí, chega na "hora H", e acaba fazendo o oposto? Dá pra entender o que quero dizer com o ridículo dos pensamentos? Será que é preciso essa "pensamentação" toda, essa seriedade com a qual você olha pra eles? Ou será que de repente eu posso desconfiar? Porque é a isso que eu convido.

Meu convite é que você desconfie de todos os pensamentos que você tenha. Todos! Não só dos pensamentos ditos negativos que passam na tua cabeça, mas de todos. Dos positivos também. Passa um... Tá! "Tu tens que fazer alguma coisa"... Tá! A proposta dos monges budistas, dos monges tibetanos menos esotéricos, os budistas puros, é: "Não siga nenhum dos teus desejos!" E eu gostaria que você investigasse: no seu dia-dia quantos dos pensamentos são desejos, ou quantos não são desejos?! E os monges dizem: "Não te apega a nenhum desejo!" E nisso tudo eu me afasto daquilo que eu Sou. E a desculpa que eu dou para me afastar é que eu estou em busca daquilo o que eu Sou. É criada uma desculpa, contraditória. Como é que você vai buscar você mesmo, afastando-se de você mesmo? E quando eu falo "você mesmo" não tem a ver com o seu corpo, nem com a sua mente. Mas parece brincadeira... O Osho fala de uma certa natureza, de uma coisa biológica, que todos nós somos uma pessoa de sucesso, que nascemos de um sucesso primário. E sabe qual é o sucesso? Vocês deveriam ganhar uma medalha porque vocês foram os únicos espermatozóides a fecundar aqueles óvulos, em meio a milhões. Vocês competem. Desde então, é uma competição. Está desenhado na biologia, na forma. "Primeiro espermatozóide"! Todos vocês chegaram, se não vocês não estariam aqui. Você devia colocar um quadro na sua parede, com um diploma: espermatozóide vencedor - 1958. "Na competição de 1958 eu ganhei a corrida, eu cheguei primeiro, ou, eu fui o escolhido. Eu fiquei lá dando voltinhas no óvulo". Essa é a teoria mais moderna: não é o que corre mais. Vários chegam, e eles ficam circundando o óvulo, o óvulo fica tirando um teste, olhando, olhando... "Hum! Não gostei desse!"..."Ah! Esse aqui tá bom!" E aí ele chupa o espermatozóide pra dentro, ele engole. E lá se foi um espermatozóide. E os outros ficam ali até morrer. Eles não fazem mais nada. Não acontece mais nada. Às vezes acontece de dois entrarem ao mesmo tempo. Ou tem dois óvulos, e daí, dois espermatozóides... Mas basicamente é um. Essa competição é óbvia, ela está desenhada na nossa estrutura. E a gente continua... Só que o que é incrível é que a teoria, ou o que dizem, é que nós estamos em busca. Em busca do quê? Nós ignoramos. Nós vamos saber na medida que procuramos, que buscamos a natureza dessas coisas todas. E seguimos em busca da essência. No meio do caminho essa busca da essência pode se dar como busca pelo dinheiro, pelo poder, relacionamento, satisfação...

Mas todas essas coisas são temporárias, elas apenas apontam para uma busca essencial mas elas não são o resultado. E o que é incrível, é que nessa busca parece que a nossa natureza nos obriga a fazer uma coisa que é contrária ao que tem que ser feito. Por isso que a Meditação, todas as técnicas que vocês experimentaram, elas buscam uma calma, um acalmamento dos sentidos, uma pacificação do corpo e da mente. Não buscam? E é como se você se metesse lá no meio da corrida dos espermatozóides em direção ao óvulo, e dissesse para um outro espermatozóide: "Senta aí, quietinho. Sua hora chegará, não te preocupa". Cruza as perninhas, e lá fica o espermatozóide. Mas não está na natureza do espermatozóide fazer isso. Claro, é necessário... Pra ele completar a busca da essência, ele tem que fazer a corrida. Mas ele chegou no óvulo , e agarra o óvulo, e é fecundado. Uma célula nasce, e essa célula se reproduz infinitamente. E o que é incrível é que é uma única célula. Você aí, é só uma célula reproduzida ad infinitum. Você continuamente está se reproduzindo, se mantendo. Essa forma é mantida num movimento perpétuo até que não consiga se mover mais, se reproduzir mais, ela canse, a energia se gaste. E o que é que anima isso? O que é que anima esse movimento? Eles chamam de Silêncio. E eu busco essa essência fora de mim, por isso que eu faço tudo o que faço. Faço terapia... e o que é mais moderno é que as terapias estão se confundindo com busca espiritual. E é impossível. Porque nenhuma terapia vai encontrar o "espírito". Nenhuma. Ela não foi desenhada para fazer aquilo. Todas as terapias vão ter que ser abandonadas num certo momento. A terapia é desenhada apenas para o teu sistema se desintoxicar de pensamentos negativos, sentimentos negativos e química negativa que está fluindo no teu corpo. As coisas que você comeu... Mas! veja bem: todas essas coisas são temporárias, porque chega um ponto que você não pode ficar continuamente fazendo terapia. Porque não existe aperfeiçoamento..."  SATYAPREN



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