14 de mar de 2013

A Consciência Crística


Perseu


76 - Disse Jesus: o Reino do Pai é como um homem, um mercador, que possuía muitas mercadorias e encontrou uma pérola. O mercador foi prudente. Ele vendeu as mercadorias, comprou a pérola para si. Buscai vós também o tesouro imperecível e perene, aquele que nenhuma traça pode roer e verme algum pode destruir.

 Esta parábola, referida algo diferente por outros evangelistas, focaliza a idéia central de todos os ensinamentos de Jesus: Procurar o Reino de Deus, mesmo à custa de todas as outras coisas do mundo. Tudo que fascina o ego humano são apenas quantidades ilusórias, ao passo que a única qualidade verdadeira é aquilo que o Mestre chama “a única coisa necessária”, o Reino de Deus, que está dentro do homem, mas é um tesouro desconhecido ao profano.

 
http://www.oceansbridge.com/paintings/artists/recently-added/july2008/big/Perseus-and-Andromeda-1723-xx-Francois-Lemoyne.JPGAs verdadeiras pérolas materiais nascem dentro dumas conchas no fundo do mar. Para apoderar-se duma dessas pérolas, deve o homem arriscar-se a um mergulho nas profundezas do mar.

Para descobrir a pérola do Reino, que está nas profundezas da alma, deve o homem mergulhar profundamente dentro de si mesmo, deve perder de vista todas as praias e litorais do mundo externo, a sociedade dos homens, e arriscar-se a submergir na tenebrosa solidão de Deus – em busca da luz, da pérola, da verdade.

Mas, como uma única qualidade real compensa todas as quantidades ilusórias, o homem que descobre o Reino de Deus não perde nada; perde nulidades, para ganhar a Realidade.

Para que o homem possa adquirir tão grande riqueza, deve ele, acima de tudo, adquirir uma nova visão, uma espécie de intro-visão, ou ultra-visão. Quem só vê com os olhos do corpo ou da mente, mas não tem o “olho simples” do espírito, não sabe dar valor à pérola preciosa e prefere o seu armazém de futilidades ao tesouro imperecível da alma.


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