23 de jan de 2013

Doação da Razão


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48 – Disse Jesus: Se dois viverem em paz e harmonia na mesma casa, dirão a um monte “sai daqui!” – e ele sairá.

Nestas palavras focaliza Jesus a onipotência do espírito sobre todas as potências da matéria e da mente. Por via de regra, onde há dois egos no mesmo lugar há discórdia, e onde há três há guerra; porque o ego é centrífugo e dispersivo por sua própria natureza. Assim como na eletricidade não se pode unir dois pólos negativos, do mesmo modo, dois egos são incompatíveis, enquanto não ultrapassarem a sua egoidade dispersiva e encontrarem o seu Eu unitivo.

Quando o Eu do homem atinge o máximo da sua consciência divina, então adquire poder sobre todo o mundo inferior e pode dar ordens ao mundo material, e será obedecido. Os chamados “milagres” não são outra coisa senão a onipotência do espírito sobre as potências da matéria e da mente. Quando o homem realiza um alto potencial de magia mental, pode ele mobilizar a matéria e suas forças, pode realizar “milagres” mentais, ou magias mentais. É difícil ao homem comum discernir a magia mental da mística espiritual, porque ambas transcendem o nível da matéria. Por isto, Jesus nunca permitia que promulgassem os seus feitos maravilhosos, para que o povo não os interpretasse como magia mental. Jesus também avisou insistentemente que, no fim dos tempos, apareceriam falsos profetas e falsos cristos que fariam prodígios estupendos, dizendo “eu sou o Cristo”. O verdadeiro Cristo é a culminância do poder espiritual, divino, em toda a sua pureza e autenticidade. A magia mental é o ponto culminante do ego; é uma deslumbrante mentalização do dominador deste mundo, mas não é uma transmentalização crística. Na cena da tentação, o anticristo mental afirma que todos os reinos do mundo e sua glória são dele, e falou verdade, porque tudo que há de grandioso no mundo material humano é creação mental. Mas o Cristo afirma que seu Reino não é deste mundo material e mental. A magia anticrística e a mística crística situam-se em duas dimensões totalmente diversas, e, não raro, diametralmente opostas. Por isto, o ocultismo da magia mental é, quase sempre, o maior obstáculo à realização espiritual. A magia mental se enamora do penúltimo, e não chega ao último da mística espiritual. “Naquele dia, muitos me dirão: Senhor, Senhor, não curamos doentes em teu nome? Não ressuscitamos mortos em teu nome? Não fizemos tantos prodígios em teu nome? Eu, porém lhes direi: Não vos conheci jamais; afastai-vos de mim, vós que trabalhais fora da lei”. Esses trabalhadores fora da lei são os que não realizam os seus trabalhos dentro da lei cósmica, mas trabalham em virtude da mente humana. São os “operários da anomia”, da ilegalidade; são os subversivos, os que realizam grandes coisas contra o regime espiritual do espírito de Deus.



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