25 de abr de 2013

Um só Rebanho para um só Pastor


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Mercúrio carregando Psiquê, com o vaso de Perséfone, para o Olimpo. 
 
107 - Disse Jesus: O Reino é como um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas, a maior, se extraviou. Ele abandonou as noventa e nove, e foi em busca daquela até que a encontrou. E depois de haver descansado, disse à ovelha: amo-te mais que às outras noventa e nove.

Nesta parábola continua o pensamento central do texto anterior, que é também a quintessência de outras parábolas, como a do filho pródigo e a da dracma perdida e achada.

 Deus ama mais um ser conscientemente realizado do que um ser apenas realizável. A creatura creada é obra do Deus Creador, mas a creatura creadora é obra do Deus Creador e do homem creativo. Os cinco ou os dois talentos que a creatura recebeu do Creador se transformaram nos dez e nos quatro talentos da creatura creadora.

Aqui, como alhures, temos outra vez a apoteose da evolução creadora, como diria Bergson. E, para que possa haver evolução creadora, deve haver a possibilidade do contrário: a creatura deve ter a possibilidade duma involução para ter o poder da evolução. Deus tanto ama a creatura creadora que até permite a possibilidade duma creatura des-creadora. Tamanha é a grandeza de um homem realizado que Deus até permite o contrário, um homem temporariamente des-realizado.

Neste sentido escrevem os outros evangelistas: no Céu há maior alegria sobre um único pecador que se converte do que sobre 99 justos que não necessitam de conversão.

Para não haver estagnação acósmica, mas evolução cósmica, Deus até permite involução anti-cósmica, porque Deus é pura atividade, que não permite passividade.

Se o homem, podendo ser anti-Deus, se torna pró-Deus, então é ele objeto do mais intenso amor de Deus. O homem perfeito é o homem conscientemente bom, o que implica na possibilidade de poder ser também conscientemente mau.

Por isto, um homem auto-realizado é um fenômeno incomparavelmente mais grandioso do que todo o Universo com os seus sóis, suas estrelas e suas estupendas galáxias.

O homem auto-realizado é o objeto de um maior amor divino.

Aqui reaparece o sentido do misterioso hino pascal sobre a feliz culpa, sobre o peccatum necessarium – esse absurdo teológico e essa sublimidade mística.




Há 45 anos chegava aos cinemas uma obra-prima. Da colaboração entre Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke, nascia o épico espacial que se tornaria um marco cinematográfico, considerado um dos melhores e mais influentes longas da história. Parcialmente inspirado no conto A Sentinela de Clarke, 2001 - Uma Odisséia no Espaço  trata com apuro científico temas como a evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre (Ou além da matéria).

“Se alguém entender o filme da primeira vez, nossas intenções terão falhado”, anunciou no lançamento Artur C. Clarke, co-roteirista e autor da obra origina.

 Na época, o "New York Times" classificou o filme como "imensamente chato", O jornal “Boston Globe” classificou o longa como “o filme mais extraordinário do mundo”, a revista “New Yorker”, como “um trabalho inesquecível” e a “Time”, como “um épico brilhantemente dirigido”.

Mas, do outro lado, o “New York Times” liderava a patrulha anti-“2001”. “É algo entre o hipnótico e o imensamente chato”, apunhalou a jornalista Renata Adler, do “NYT”, seguida por outros veículos, como a “Variety” e o “New Republic”, que não pouparam críticas à produção de Kubrick. Para eles, “2001” era “pretensioso”, “um fiasco” , “um desastre” e “monumentalmente sem imaginação”.

As críticas contribuíram para que Kubrick lançasse, poucos dias depois, uma nova versão do longa-metragem, com 19 minutos a menos do que a edição original, de 160 minutos.

Mas uma pergunta continua sem resposta: qual era a mensagem que Kubrick e Clarke queriam passar? Em entrevista à revista “Playboy” na época do lançamento, o cineasta rejeitou perguntas sobre o significado do filme: “Você gostaria que Leonardo Da Vinci tivesse escrito abaixo na ‘Monalisa’ ‘esta moça está sorrindo porque ela tem um dente podre’? Eu não quero que isso aconteça com ‘2001’.” Kubrick se limitou a descrever “2001: uma odisséia no espaço” como “uma experiência intensamente subjetiva”.

O monolito originalmente seria um tetraedro preto, porém, o objeto não refletia bem a luz. Kubrick então decidiu usar um cubo transparente, mas a alternativa se provou díficil em função dos reflexos criados pelas luzes do estúdio. Antes da conhecida placa preta também foi testato um monolito retangular de acrílico, mas a opção foi descartada pois não parecia convincente.

O Pink Floyd faria a trilha sonora do filme. Apesar da colaboração não ter acontecido de fato, acredita-se que, seguindo a tradição da ligação entre O Mágico de Oz e Dark Side of the Moon, os mais de 23 minutos de "Echoes", do álbum Meddle, podem ser perfeitamente sincronizados à sequência "Jupiter & Beyond the Infinite" no final do filme.

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