12 de nov de 2012

Alimentação espiritual


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8 – Ele disse: O homem se parece com um pescador ajuizado, que lançou sua rede ao mar. Puxou para fora a rede cheia de peixes pequenos. Mas entre os pequenos o pescador sensato encontrou um peixe bom e grande. Sem hesitação, escolheu o peixe grande e devolveu ao mar todos os pequenos. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

 Nestas palavras aparece o homem de consciência cósmica, que saberá lidar com todas as coisas pequenas do mundo material, mental, e social, que entram na rede da sua vida diária; mas terá o dom do discernimento espiritual, em virtude do qual distingue de relance o que é importante e duradouro para sua verdadeira evolução; dá a Deus o que é de Deus e dá a César o que é de César: escolhe a “única coisa necessária” de Maria, e deixa as coisas facultativas para Marta. Fica com o peixe grande e liberta-se dos pequenos.

Esta pequena parábola faz lembrar as duas parábolas do “tesouro no campo” e da “pérola preciosa”, em que o feliz descobridor se desfaz de todas as outras coisas e adquire o tesouro e a pérola.

O homem-Eu possui uma espécie de faro cósmico, ou intuição, em virtude da qual ele discerne o que é qualidade duradoura, e o que é apenas quantidade efêmera; enxerga as coisas sub specie aeternitatis, como dizem as biografias dos santos.

O homem profano só se interessa pelas coisas quantitativas, e não percebe a coisa qualitativa.

O homem místico do misticismo unilateral apanha na sua rede somente o peixe grande da espiritualidade isolada.

O homem de consciência cósmica, ou da mística onilateral, apanha na rede da sua vida coisas de toda a espécie, mas devolve ao mundo as coisas sem valor e se apodera da única coisa valiosa. “Examinai todas as coisas – disse Paulo  – e ficai com aquilo que é bom”.

 

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