5 de mai de 2013

Renúncia


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111 - Disse Jesus: Os céus e a terra passarão diante de vós, e aquele que vive do Vivo, não conhecerá nem morte nem medo, porque Jesus disse: aquele que encontrar-se a si mesmo, dele o mundo não é digno.

 Quando o homem descobre o seu íntimo ser, sua alma, seu atman, seu Eu, então todas as coisas do céu e da terra, visíveis e invisíveis lhe servem e se lhe tornam claras e manifestas. Esse homem intuitivo não necessita de analisar sucessivamente as partes, porque a visão do todo se lhe revela simultaneamente, assim como a visão do composto dispensa a penosa enumeração dos componentes.

Esse homem não pode morrer, por que, para ele, morrer não é separar-se de um invólucro material para viver em outro ambiente. Ser é vida. Só se ele se suicidasse metafisicamente por culpa própria, então estaria realmente morto. Mas nenhum fator externo e alheio pode matar a vida do homem. O homem que vive da vida, e não apenas dos vivos, esse não pode morrer realmente.

Mas esse modo de viver sem morrer depende do fato de ele se achar a si mesmo, o seu Ser. Quem não se achou ainda está sujeito ao nascer, viver e morrer. Quem se achou não nasce nem morre, mas vive. Esse viver sem nascer e sem morrer é vida eterna, a vivência pelo espírito.

Todos os homens são imortalizáveis, que é presente de berço, mas quantos se imortalizam, que é conquista da consciência?




 Cântico da Alma - Sankarachaya - Atman Dourado
Não sou ego nem razão, nem sou mente ou pensamento Não posso ser ouvido ou vertido em palavras, nem pelo odor ou visão jamais ser captado :
Sou a consciência e a felicidade encarnada, sou a Bem-aventurança do Bem-aventurado Não sou encontrado nem na luz, nem no vento, nem na terra, nem no céu
Não tenho nome, não tenho vida, não respiro o sopro vital, Nenhum elemento me conformou, nenhuma veste corpórea é minha morada:
Não tenho fala, nem mãos, nem pés, nem meios de evolução Sou a consciência e a felicidade, e a Bem-aventurança em extinção.
Deixo de lado ódio e paixão, vencí a ilusão e a cobiça; Nenhum toque de orgulho me acaricia; assim, a inveja nunca é criada; Além de todas as crenças, passada a influência da riqueza, da liberdade e do desejo, Sou a consciência e a felicidade, e a Bem-aventurança é o meu ornamento.
Virtude e vício, ou prazer e dor não são a minha herança, Nem textos sagrados, nem oferendas, nem oração, nem poeregrinação; Não sou comida, nem alimentação, nem sou aquele que come Sou a consciência e a felicidade encarnadas, Sou a Bem-aventurança do Bem-aventurado
Não tenho medo da morte, nem me dividem abismos de raça, Nenhum Pai jamais me chamou de filho, nenhum vínculo de nascimento jamais me enlaçou; Não sou discípúlo nem mestre, não tenho parente nem amigo Sou a consciência e a felicidade, e imergir na Bem-aventurança é o meu fim.
Não sou nem cognoscível, nem conhecimento ou cognoscente; ser informe é a minha forma, Resido dentro dos sentidos, mas eles não são o meu lar : Para sempre serenamente equilibrado, não estou livre nem atado Sou a consciência e a felicidade, é na Bem-aventurança que sou encontrado !
 

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