13 de mai de 2013

Maria, a Comandante da Conversão


http://planetwaves.net/pagetwo/wp-content/uploads/2011/04/the_world_crowley_rws_lg.jpg

114 - Simão Pedro disse-lhe: Que Maria saia de nosso meio, porque as mulheres não são dignas da Vida! Disse Jesus: Vede, eu me encarreguei de faze-la homem, para que ela também se torne um espírito vivo, semelhante a vós, homens. Pois cada mulher que se fizer homem se encontrará no Reino dos Céus.

Se Pedro propôs que a mulher fosse afastada dos homens, revelou espírito mesquinho, não aprovado pelo Mestre, que nunca revelou anti-feminismo, tanto assim que diversas mulheres, no Evangelho, aparecem como devotadas discípulas de Jesus, sobretudo Maria de Bethânia e Maria de Magdala (talvez idênticas) ; no Calvário, diversas discípulas dele assistem a morte do Mestre, mas um só dos seus discípulos.

Se a mulher e o homem ultrapassarem as suas funções biológicas e conscientizarem a sua realidade superior de seres humanos, ambos serão iguais.

Segundo o Gênesis, o primeiro anthropos (Adão) era macho-fêmea potencial, que, após o sono cósmico dos Elohim, se bifurcou em homem e mulher atuais como é hoje. Mas, se o ser humano atingir a plenitude da sua evolução, a atual procreação animal culminará em creação hominal, e o atual “filho de mulher” passará a ser “filho do homem”, como Jesus; o amor creador substituirá a libido procreadora; o produto desses amores humanos será um corpo perfeito, sem enfermidades nem morte compulsória, como no caso de Jesus, o “Filho do Homem”.

E então haverá um novo céu e uma nova terra, e o Reino de Deus será proclamado sobre a face da terra.
Com esta gloriosa visão de uma futura humanidade crística termina Didymos Thomas o seu Evangelho sobre Jesus, o Vivo. 


Assunção da Virgem Maria

Que a Sagrada Virgem Maria, tendo terminado sua vida terrena, foi em corpo e alma admitida no céu, foi proclamado como verdade dogmática pelo Papa Pio XII em 1950.
Jung saudou a Proclamação. Nela via a elevação da versão cristã do ARQUÉTIPO da mãe à categoria de dogma (CW 9i, parág. 195). Sentia que fora preparada na imaginação popular, reforçada por VISÕES seletivas e pelas chamadas revelações desde a Idade Média e mais especialmente durante o século anterior à Proclamação. Tais fenômenos representavam para ele o anseio do arquétipo em se realizar, um anseio que, nesse caso, culminava na emissão consciente e inevitável da bula papal.
A Proclamação também poderia ser vista como uma reconsideração e reconhecimento da matéria, ocorrendo em um tempo no qual a herança espiritual e psíquica do homem estava, assim via ele, ameaçada de aniquilamento. Simbolicamente, isso acrescentava um quarto principio, feminino, ao que ele via como a Trindade essencialmente masculina. Sem inicialmente ser divina, a Virgem Maria representa CORPO e sua presença, portanto, cura a divisão entre os OPOSTOS de matéria e ESPÍRITO. Ela é vista como medianeira, preenchendo na IMAGEM divina o papel que a ANIMA feminina assume na psique humana. Sua presença, dizia ele, une fatores heterogêneos e incomensuráveis numa imagem única de TOTALIDADE.

 http://www.idadecerta.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/CRISTO-SOBRE-O-ARCO-%C3%8DRIS-001.jpg

"O Mundo é representado por uma mulher seminua em pé ou um hermafrodita no centro de uma mandala (guirlanda de flores), com um bastão em sua mão e quatro seres (leão, touro, águia e anjo) representando os quatro signos fixos do zodíaco (aquário, escorpião, touro, leão). Retrata a conclusão, integração, expansão, contentamento, felicidade, harmonia .
O mundo representa o término de um ciclo de vida, uma pausa na vida antes do próximo grande ciclo começar com o louco. A figura é às vezes representada como sendo do sexo masculino e feminino, acima e abaixo, suspensos entre o céu e a terra. É a completude.
De acordo com Robert M. Place, em seu livro O Tarot, a simbólica da estrutura quádrupla na carta do mundo físico é usado para definir o centro sagrado do mundo. O mundo é, assim, este centro sagrado, o objetivo dos místicos que procuram atingir a meta. A moça no centro é o seu símbolo. Em algumas cartas mais antigas, esta figura central é Cristo, em outros, é Hermes.
Os quatro números nos cantos do cartão são igualmente referenciados no livro de Apocalipse, 4:7, "E a primeira besta era como um leão, eo segundo besta como um bezerro, e a terceira besta tinha um rosto como um homem , e a quarta besta era como uma águia voando. " Juntamente com a figura central delimitada por uma coroa de flores, que compõem a cinco elementos.
Segundo a tradição astrológica (por exemplo, ver Nicholas DeVore, Encyclopedia of Astrology, p. 355), o Leão é Leo, um sinal do elemento fogo, o Touro ou bezerro é Taurus, um sinal da terra, o homem é Aquarius, um sinal do ar; o da Águia é Escorpião, um símbolo da água. De acordo com o Local, Sophia (a mulher dançando no centro) é espírito ou o centro sagrado , Self....."

A MORTE INICIÁTICA


ISIS A INTEMPORAL MÃE, INICIADORA DA VIDA E DA MORTE...

” Eu, ISIS, senhora dos mistérios da natureza, me dirijo a ti:”

“Tu, neófito que buscas atravessar o portal da iniciação, e tu, profano que lês por curiosidade, serena teu espírito, clareais tua mente, acalma tuas emoções.

Distancia-te do mundano ruído, abriga-te no manto de teu próprio EU para que possas transpor sem perigo o umbral que conduz à morada dos bruxos.

Lança teus prejuízos; despoja-te de teu egoísmo, foge por um instante do personalismo e da insensatez; analisa com olhar sereno.”

“Não temas senão a ti mesmo, não duvides senão do que analisas superficialmente, não negues sem primeiro refletir. Separa-te da multiplicidade que opaca tuas idéias; seja tu mesmo e pensa por ti mesmo; não te limites.”

“Tu, buscador de maravilhas, tu, candidato à iniciação, não olhe para a distância, reúne todas tuas energias em ti mesmo. Esqueça da Índia e do Tibet, não clames a Deus, Alá ou Jesus Cristo.

O que buscas está aí mesmo onde tu estás neste momento. Sim, deixa de olhar para fora e sepulta teu olhar no mais profundo de ti mesmo.Aguça tua percepção, afina teus sentidos, e aí no centro de teu ser estás tu mesmo, teu EU, tua verdadeira essência, a verdade detrás da mentira, a energia imortal que anima o barro.

Olha com unção e reverenciai, porque és luz….essa luz que te cega, é Deus. Escuta como diz: Eu sou o caminho e a vida.”

“Mas…, cuidado!, não se pode contemplar a Deus cara a cara sem morrer.

Estás disposto a seguir? Posso conceder-te um grande dom.

Te ofereço….a morte!

Não temas, esta morte é o dom dos imortais, é a do fênix que renasce glorioso de entre suas próprias cinzas.

Para ser, é prévio não ser; para nascer e ser, se deve morrer primeiro. Se o consegues, serás chamado o Duas vezes nascido.

Não desdenhes minha oferta, pensa bem; mais vale morrer agora que viver à espera da morte.

Não acredite que se me rechaças poderás seguir indene teu caminho, pelo contrário, todos os caminhos conduzem para mim; ignora-me e serás como os órfãos, que não conhecem a seus pais.

Somente tens dois caminhos: ou te devoro, ou te desposas comigo.

Tua, e só tua é a escolha.”

“Se escolhes ser devorado, dedica-te a gozar da vida, apura a copa do prazer até a última gota, fecha a mente à voz de teu espírito, entrega-te à besta, e desfruta do prazer sensual da matéria.

Assim, quase sem dar-te conta, chegará o momento da antropofagia final. Acreditas acaso que me compadecerei de ti?

Te enganas, não tenho sentimentos, estou mais além do prazer e da dor, mas além do bem e do mal, sou como o sol que se levanta nas manhãs para alumbrar a todos por igual.

Depois de tua morte serás somente um despejo e uma recordação. Depois…nem sequer isso.”

“Se anelas desposar-te comigo deves estar disposto a sofrer a morte iniciática, terás que passar as provas às quais te submeterá sem piedade a terrível Esfinge para aquilatar teu valor espiritual e a qualidade de teu templo.

Eu me entrego somente ao que chegou à crucificação, resistindo aos embates dos quatro elementos.

Amo somente aos que tem sabido apurar a copa da amargura, das traições, do escárnio e a mofa, perseguições, calúnias e difamação; aos iniciados que tenham persistido com valor, sofrendo da solidão do espírito em um mundo de animais.

A mim se chega depois de haver recebido a calúnia e a difamação, que são as provas do ar; dos golpes e das perseguições, que são as provas da terra; dos vícios e das tentações sensuais, que são as provas da água, e depois de haver dominado as ambições descontroladas, que são as provas do fogo.”
“Não acredites que no mundo existem só os nascidos uma vez e os duas vezes nascidos; também existem, por desgraça, os uma e meia vez nascidos, e os abortados.

Guardai-te de engrossar suas filas convencido por sua maquiavélica linguagem, já que estes não vivem nem neste mundo nem no outro; são aqueles que em verdade não são nem iniciados nem profanos, os imitadores dos mestres, os semi-sábios, os semeadores de mão suja, os seguidores da letra morta, e os magos negros, que me cobiçam e se vangloriam de meu amor, quando não são dignos sequer de meu sorriso.
(…)

http://rosaleonor.blogspot.com.br/2009/03/morte-iniciatica.html

“A Anima procura unificar e unir, o Animus quer distinguir e conhecer.”

“Anima é a personificação de todas as tendências psicológicas femininas na psique do homem – os humores e sentimentos instáveis, as intuições proféticas, a receptividade ao irracional, a capacidade de amar, a sensibilidade à natureza e, por fim, mas nem por isso menos importante, o relacionamento com o inconsciente” (von Franz, 1964).
A Anima é um arquétipo da vida psíquica e da feminilidade no Inconsciente do Homem. Essa figura desenvolve-se nos encontros com a Mãe.
Além disso, estão contidas nesta imagem todas as experiências com os antepassados femininos que, podem surgir nos sonhos, nas fantasias e nas visões que se manifestam.
Os homens vivenciam esta feminilidade em suas projeções sob a forma de mulheres bem específicas, por exemplo, de mãe, de amante, de esposa, de irmã, de prostituta, etc. Além disso, encontramos nos contos de fada, nos mitos, na literatura e nas religiões, diversas formas de manisfestação da anima, como as bruxas, fadas, rainhas e deusas.
Entendida como um canal de mediação com as profundezas inconscientes da alma masculina, a anima pode ser o ponto de partida tanto de disposições positivas como de efeitos negativos. É ela que ajuda o homem a discernir fatos escondidos em seu inconsciente e que o espírito lógico não é capaz de compreender.
“…o núcleo da psique (o self) expressa-se, normalmente, sob alguma forma de estrutura quaternária. O número quatro está sempre ligado à anima porque, segundo Jung, existem quatro estágios no seu desenvolvimento. O primeiro está bem simbolizado na figura de Eva, que representa o relacionamento puramente instintivo e biológico; o segundo pode ser representado pela Helena de Fausto: ela personifica um nível romântico e estético que, no entanto, é também caracterizado por elementos sexuais. O terceiro estágio poderia ser exemplificado pela Virgem Maria – uma figura que eleva o amor (Eros) à grandeza da devoção espiritual. O quarto estágio é simbolizado pela Sapiência (Sophia), a sabedoria que transcende até mesmo a pureza e a santidade, como a Sulamita dos Cânticos de Salomão” (von Franz, 1964).
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/Lilith_%28John_Collier_painting%29.jpg/314px-Lilith_%28John_Collier_painting%29.jpg
Lilith
O símbolo da quaternidade, então, nos aproxima da imagem de Eva. Mulher que se une à víbora, conspiradora e responsável pela tentação. União da mulher e do mal. Refere-se à quaternidade como totalidade e integração.
Como consequências positivas do encontro com a Anima, é citada a relação de confiança e carinho com o próximo, riqueza de idéias e criatividade.
Nos casos em que há apenas um contato escasso com a Anima e uma desintegração destas forças anímicas no homem, surgem frequentemente a irritabilidade, a falta de controle, o ressentimento e a instabilidade emocional.
No Clímax de uma crise psíquica ou de um distúrbio neurótico, a auto-atividade da Alma é despertada e os arquétipos tomam as rédeas da personalidade psíquica, isto tudo com a mediação da Anima.
Por esse motivo, a Anima passa a ser particularmente importante, na medida em que possibilita um encontro com as bases arquetípicas e consegue com isso, integrar o poder curativo do “Self”.
O Animus é a figura anímica masculina presente na mulher. É o princípio do Logos (juízo, julgamento, razão e capacidade de discernimento) presente no inconsciente da mulher.
O Animus da mulher é formado por meio das experiências adquiridas com o pai ou com alguma figura masculina marcante.
Além destes fatores determinantes, o Animus, na mulher, é um princípio auto-suficiente, um guia anímico interno, de mediador entre consciência e inconsciente.
A figura anímica do Animus pode levar a mulher a tornar-se uma figura mediadora, voltada para o futuro do mundo interno e espiritual.
Segundo Jung, a essência do Animus é um arquétipo, fator implícito nas profundezas da alma e que vem à tona das manifestações imagéticas do herói, romântico, convicção sagrada, deuses ou do velho sábio.
O animus intermediário, um mediador, como a anima, tem a imagem arquetípica ligada às múltiplas facetas de Hermes.
E ao masculino se associa o triângulo/ a trindade. A trindade que, por sua vez, não é uma forma completa, pois exclui o demônio.
O triângulo eqüilátero corresponde à trindade cristã que integra Pai, filho e Espírito Santo, onde qualquer um deles pode estar no topo, tanto o pai – o criador de tudo – quanto o filho – único com condição imortal e mortal ou o espírito santo – andrógino dotado de características femininas e masculinas. O Espírito que podemos identificar com a anima e com o animus, Cristo que podemos ver como imagem arquetípica do Self e Deus, além da nossa compreensão e definição em categorias humanas.
Jung discorria sobre a importância de tornar consciente as figuras da Anima e do Animus, com o intuito de livrar-se de suas influências negativas e de integrar os aspectos positivos, tornando-os parte da vida, como na ponderação, reflexão e espiritualidade feminina.
“Assim como a Anima passa a ser, através da integração, o Eros ou a consciência, assim o Animus será um Logos; e do mesmo modo que a Anima dá a consciência do homem sua capacidade de relação e aliança, o Animus dá a consciência da mulher uma capacidade de reflexão, de deliberação e de conhecer-se a si mesma.” – (G.W. 9/2)
http://uploads8.wikipaintings.org/images/salvador-dali/meditative-rose.jpg

 + Arte de Morrer – Budismo – Zen Budismo
 + Dal profondo dell´ anima
 + O Caminho Estreito e o Largo
 + O Ser
 + Aventais de Folhas de Fogueira
 + O Silêncio é Feminino
 + Self
 + O Amor
 + Contração & Expansão do Movimento Universal e Sua Aplicação Psicológica na Reflexão da Consciência Humana sobre Si Mesma

 

Um comentário:

  1. Obrigada pelo texto.Seu blog é excelente!

    Mye
    (http://onuminosum.blogspot.com)

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...