27 de dez de 2012

Vinho Inebriante


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28 - Disse Jesus: tomei meu lugar no meio do mundo e em carne apareci a eles; encontrei-os todos ébrios e, no meio deles, ninguém encontrei sedento. E minha alma turbou-se pelos filhos dos homens porque eles são cegos em seu coração e não vêem que vazios vieram ao mundo e vazios tentam sair do mundo outra vez. Mas agora estão ébrios. Quando se livrarem do vinho, aí então arrepender-se-ão.

O homem profano vive numa permanente embriaguez das coisas do ego material-mental-emocional. E por isto não tem sede das coisas espirituais do Eu. São cegos para a Verdade, porque só enxergam as ilusões.

Todo o homem entra neste mundo sem nada, mas não deve sair do mundo sem nada. A razão-de-ser da nossa encarnação é adquirirmos algo que não nos foi dado, crearmo-nos mais do que Deus nos creou. De Deus recebemos a nossa alma como carta branca; mas não lha podemos devolver como carta branca. Se devolvermos a Deus o que de Deus recebemos, seremos iguais àquele “servo mau e preguiçoso” da parábola dos talentos, que devolveu o mesmo talento que recebera.

A nossa missão terrestre é realizarmos pelo poder creativo do livre arbítrio valores que Deus não nos deu, mas para cuja creação nos deu potencialidade creativa. O homem deve atualizar as suas potencialidades creadoras; isto é ser “servo bom e fiel e entrar no gozo do seu Senhor”.

Quanto ao corpo, sim, sairemos do mundo assim como no mundo entramos, sem nada. O corpo nos foi emprestado como embalagem pelos nossos pais e pela natureza. Devolveremos à natureza o que da natureza recebemos. Mas temos de restituir a Deus o que de Deus recebemos mais aquilo que creamos com o nosso livre arbítrio, porque o homem não é apenas uma creatura creada, como os animais, mas uma creatura creadora. Quem pode, deve; e quem pode e deve e não faz, crea débito – e todo débito gera sofrimento.

O homem é uma creatura potencialmente creadora, e seu dever é fazer-se uma creatura atualmente creadora.

É esta a grande Verdade insinuada pelas palavras de Jesus acima citadas.

"Crear é a manifestação da Essência em forma de existência – criar é a transição de uma existência para outra existência.
O Poder Infinito é o creador do Universo – um fazendeiro é criador de gado. Há entre os homens gênios creadores, embora não sejam talvez criadores.
A conhecida lei de Lavoisier diz que “na natureza nada se crea e nada se aniquila, tudo se transforma”, se grafarmos “nada se crea”, esta lei está certa mas se escrevermos “nada se cria”, ela resulta totalmente falsa.
Por isto, preferimos a verdade e clareza do pensamento a quaisquer convenções acadêmicas."  Huberto Rohden
 

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