17 de dez de 2012

O Néctar da Vida


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22 - Jesus viu criancinhas que estavam sendo amamentadas. Disse aos seus discípulos: essas criancinhas que estão sendo amamentadas são semelhantes àqueles que entrarão no Reino. Disseram-lhe: Poderemos então, como crianças, entrar no Reino? Jesus disse-lhes: quando fizerdes de dois um e quando fizerdes o interno tal qual o externo e o externo tal qual o interno, e o de cima tal qual o de baixo, e quando tornardes o homem e a mulher em um só, de tal forma que o homem não seja homem e a mulher não seja mulher, quando dispuserdes olhos no lugar de olhos e a mão no lugar da mão, e o pé no lugar do pé, uma imagem no lugar de uma imagem, aí, então, entrareis no Reino.

O Mestre não espera que seus discípulos sejam crianças, mas que sejam como crianças. O que a criança faz por primitiva ignorância, deve o homem espiritual fazer por avançada sapiência. A criança ignorante age por vacuidade, o homem sapiente age por plenitude. Vistos por fora, a criança e o sapiente são muito parecidos, mas por motivos diametralmente opostos, pois os extremos se tocam.

O que é instintivo e espontâneo é simples – o que é intuitivo e espontâneo também é simples; mas o que é intelectivo e artificial é complicado.

O homem unilateralmente erudito é, quase sempre, um homem cheio de complexos e complexidades, cheio de artificialismos e arrevezamentos curvilíneos.

Por outro lado, o homem de sabedoria onilateral, de experiência profunda e vasta, é sempre um homem simples e benévolo, um homem de atitude lhana e retilínea.

Em face do sexo a criança não tem malícia, não se escandaliza com nudez masculina ou feminina, acha tudo natural e puro.

Ao passo que o homem no plano ego malicia tudo e descobre perversidade em tudo – mas o homem na dimensão do Eu espiritual é cândido como a criança, não por ignorância, mas por sapiência.

No Universo e na humanidade tudo é bipolarizado; mas no homem-ego essa bipolaridade tem caráter de contrariedade, ao passo que no homem-Eu essa bipolaridade se transforma numa harmoniosa complementaridade. De maneira que o dois, sem deixar de ser dois, aparece como um perfeitamente unificado.

O homem Cristo-cómico vê o Uno no Verso e vê o Verso no Uno, porque atingiu as alturas do homem univérsico, do homem integral, a que se refere Jesus nas palavras acima citadas.

 

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