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20 de fev. de 2011

Números

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Dentre todas as coisas feitas pela Natureza, no início dos tempos, são formadas na proporção dos números. Este era o padrão principal na mente do Criador. Decorre daí o número dos elementos, a sequência das épocas, o movimento dos astros e a revolução dos céus. O estado de todas as coisas subsiste pela união dos números; os números, portanto, contém virtudes grandiosas e sublimes.

Observando tantas virtudes ocultas nas coisas naturais, manifestas nos processos da Natureza, não é de admirar que as virtudes dos números sejam muito maiores e mais ocultas, além de serem mais prodigiosas e eficientes. Os números são mais formais, mais perfeitos e existem naturalmente nos seres celestes, não se misturando com substâncias diferentes. Finalmente, os números mesclam-se de maneira mais simples e acima de tudo com as idéias na mente de Deus, de onde recebem suas eficientíssimas virtudes.

Pitágoras diz que "o número é aquilo que faz todas as coisas subsistirem e distribui uma virtude para cada número"...

Proclo diz que "o número sempre tem uma existência na voz, outra na proporção entre as vozes, outra na alma e na razão, e outra ainda nas coisas divinas"...

Temístio, Boécio e Averróis (o babilônio), assim como Platão, sublimam tanto os números que chegam a pensar que ninguém pode ser um verdadeiro filósofo sem o conhecimento deles. Os números indicam um caminho para descobrir e compreender todas as coisas possíveis de serem conhecidas; dão acesso à premonição natural. Era pelo emprego dos números formais que o abade Joaquim realizava suas profecias.

Todos os filósofos eminentes, especialmente Jerônimo, Agostinho, Orígenes, Ambrósio, Gregório de Nazianzo, Atanásio, Basílio, Hilário, Rubanas, Beda e muitos outros, ensinam unanimamente que os números possuem virtude e eficácia prodigiosas, tanto para o bem quanto para o mal. Estes são os mistérios supremos de Deus e da Natureza. Aquele que sabe unir os números vocais e naturais com os divinos, ordenando-os na mesma harmonia, conseguirá operar e conhecer coisas prodigiosas.

Há grandes mistérios nos números porque, não fosse assim, João não teria dito no Apocalipse: "Aquele que tem o conhecimento que calcule o número do nome da besta, que é o número do homem". E esta é a maneira de calcular mais famosa entre os hebreus e os qabalistas.





A UNIDADE

Para os iniciados da qabalah, Deus é a unidade absoluta. A unidade da inteligência humana, demonstra a unidade de Deus. As matemáticas não poderiam demonstrar a fatalidade cega, uma vez que são a expressão da exatidão que é o caráter da mais suprema razão.

Na cabala, a unidade é , o princípio, a síntese dos números, é a idéia de Deus e do homem, é a aliança da razão e da fé. A fé não pode ser oposta à razão, é exigida pelo amor, é idêntica à esperança. Amar , acreditar e esperar, e esse triplo ímpeto da alma é chamado virtude, porque é preciso coragem para realizá-la.

A analogia era o dogma único dos antigos magos. Dogma verdadeiramente mediador, pois é metade científico, metade hipotético, metade razão e metade poesia.

O BINÁRIO

É o número feminino, o yin. Diz a parábola celeste: "A mulher está antes dos homens, porque é mãe e tudo lhe é perdoado de antemão porque dá a luz com dor"

O TERNÁRIO

É o número da Criação.

O QUATERNÁRIO

É o número da força. É o ternário completado por seu produto, o homem. E quando o homem compreender sua essência quaternária, em união com a criação, terá a liberdade. O anjo da liberdade nasceu antes da aurora do primeiro dia antes mesmo de despertar a inteligência, e Deus o denomina estrela da manhã.

"Ó Lúcifer, tu te desligaste voluntária e desdenhosamente do céu onde o sol te inundava com sua claridade, para com sulcar teus próprios raios os campos agrestes da noite. Brilhas quando o sol se põe e teu olhar resplandecente precede o nascer do dia".

Cais para de novo levantar, experimentas a morte para melhor conhecer a vida. És, para antigas do mundo, a estrela da noite; para a verdade renascente, a bela estrela da manhã! A liberdade não é a licença (libertinagem); a licença é a tirania. A liberdade é a guardiã do dever, porque ela reivindica o direito. Lúcifer, cujas idades das trevas fizeram o gênio do mal, será verdadeiramente o anjo da luz (tradução da palavra Lúcifer) quando, tendo conquistado a liberdade ao preço da reprovação fizer uso dela para se submeter a ordem eterna, inaugurando assim as glórias da obediência voluntária. O direito é apenas a raiz do dever, é preciso possuir para dar".

Eis como uma elevada poesia explica a queda dos anjos.

"Deus tinha dado aos espíritos a luz e a vida, depois lhe disse: Amai. - O que é amar?, responderam os espíritos. -Amar é dar-se aos outros, respondeu Deus. - Os que amarem sofrerão, mas serão amados.

- Temos o direito de não dar nada, e nada queremos sofrer, disseram os espíritos inimigos do Amor. -Estais em vosso direito, respondeu Deus -apartai! Os meus querem sofrer e morrer, mesmo para amar. É o dever! "

O anjo caído é aquele que recusou amar; não ama, e é todo seu suplício; não dá, e é toda sua miséria; não sofre, e é seu nada; não morre, e é seu exílio. O anjo caído não é Lúcifer, a estrela da manhã, o porta-luz, é satã, o caluniador do amor.

Ser rico é dar; não dar é ser pobre; viver é a harmonia dos sentimentos gerais; o inferno é o conflito dos instintos carnais. O dever é obrigação, o direito é egoísmo; O dever é amor, o direito é o ódio; O dever é a vida infinita o direito é a morte.

Essa alegoria semita indica a função quaternária.

O QUINÁRIO

È o número religioso. A fé não é a credulidade estúpida da ignorância maravilhada. A fé é a consciência e a confiança do amor. A fé não consiste na confirmação deste com aquele símbolo, mas na aspiração verdadeira e constante às verdades veladas por todos os simbolismos.

Os perseguidores da Roma decaída também chamavam os primeiros cristãos de ateus porque não adoravam os ídolos de Calígula ou de Nero.

A fé é um sentimento comum a toda humanidade. O homem que se isola de todo amor humano ao dizer: Eu servirei a Deus, este se engana. Pois diz o apóstolo João: "Se ele não ama ao próximo que vê, como amará a Deus que não vê?

O SENÁRIO

É o número da iniciação pela prova. É o número do equilíbrio. É o código da ciência do bem e do mal.

O SETENÁRIO

É o grande número bíblico. É a chave da história de Moisés e o símbolo de toda a religião. O Cristo é o dever real que protesta contra o direito imaginário. É a emancipação do espírito que quebra as algemas da carne. É a devoção revoltada contra o egoísmo.

O OCTONÁRIO

É o número da reação e da justiça equilibrante. Toda ação produz uma reação. É a lei universal. O cristianismo produz o anticristianismo. O anticristo é a sombra , o contraste e a prova de Cristo.

Os protestantes disseram: o anticristo é o Papa. O Papa respondeu: Todo herege é anticristo. O anticristo é o espírito oposto ao Cristo. Quem é então o anticristo?

"É a usurpação do direito, o orgulho da dominação e o despotismo do pensamento. É o egoísmo pretensamente religioso de alguns protestantes da mesma maneira que a ignorância crédula e imperiosa dos maus católicos. É o que divide o homem ao invés de os unir, o desejo ímpio de se apropriar da verdade e dela excluir os outros, que condena e amaldiçoa ao invés de salvar e abençoar. É o fanatismo odioso que desencoraja a boa vontade".

O NÚMERO NOVE

É o eremita do tarot; eis o número dos iniciados e dos profetas.

Os profetas são solitários pois o seu destino é, na maioria, nunca serem ouvidos. Vêem muito mais do que os outros.

O Salvador disse à samaritana: "Mulher, em verdade vos digo que virá o tempo em que os homens não adorarão mais a Deus, nem em Jerusalém, nem sobre esta montanha, pois Deus é espírito, e seus verdadeiros adoradores devem servi-lo em espírito e em verdade.

O NÚMERO DEZ

O número absoluto da qabalah. A chave dos sefirotes (Ver o "Dogma e Ritual da Alta Magia")

Substância una que é céu e terra, conforma seus graus de polarização, sutil ou fixa. Hermes Trimegisto chama de grande Telesma. Quando produz o esplendor, ela demonstra-se luz. É essa substância que Deus cria antes de todas as coisas, quando diz: "Fiat Lux" (Faça-se a luz)

É simultaneamente substância e movimento, fluido e vibração perpétua. A força que a põe em movimento denomina-se magnetismo. No infinito, é a luz etérea (ou força eletromagnética). Nos astros é a luz astral; nos seres é o fluido magnético; no homem, forma o corpo astral ou mediador plástico. A vontade dos seres inteligentes age diretamente sobre essa luz e, por meio dela, sobre toda natureza submetida às modificações da inteligência; é o meio pelo qual os magos fazem a maioria dos trabalhos.

Essa luz é o espelho comum de todas as formas e pensamentos; guarda as imagens de tudo que foi, os reflexos dos mundos passados, e por analogia, os esboços dos mundos futuros. É o instrumento da taumaturgia e da adivinhação.

Conhecida por Hermes e Pitágoras, Sinésio e Platão, escola da Alexandria, Mesmer etc.

É essa substância primeira que se designa na narrativa hierática do Gênesis, quando o verbo dos Eloim faz a luz ordenando-lhe que seja. Eloim diz: "Que seja a luz, e a luz foi". Essa luz, cujo nome hebreu é rut, or, é o ouro fluido e vivo da filosofia hermética. Seu princípio positivo é o enxofre; o negativo, o mercúrio e seu equilíbrio é denominado seu sal.

Mesmer informa que nosso corpo astral ou mediador plástico é um imã que atrai ou repele a luz astral astral sob a pressão da vontade. É um corpo luminoso que reproduz com a maior facilidade as formas correspondentes às idéias. Até sob o exercício da vontade.

Nossos corpos fluidicos atraem-se ou repelem-se uns aos outros, segundo leis consoantes à elasticidade. É o que produz simpatias a as antipatias instintivas.

O NÚMERO ONZE

É o número da força; da luta e do martírio.

Todo homem que morre por uma idéia é um mártir, pois nele, as aspirações do espírito triunfaram sobre os temores da carne. Todo homem que morre na guerra é um mártir pois morre pelos outros.

Os que morrem pelo direito são tão bons em seus sacrifícios quanto às vítimas do dever e, nas lutas da revolução, os mártires caem dos dois lados.

Sendo o direito a raiz do dever, nosso dever é defender nossos direitos. O crime é o exagero de um direito. O assassínio e o roubo são negações da sociedade; é o despotismo isolado de um indivíduo que usurpa o governo e a sociedade e faz guerra por sua conta e risco.

Quem não for irrepreensível é cúmplice do todo mal, e quem não for absolutamente perverso pode participar de todo bem.

O NÚMERO DOZE

É o número cíclico; do símbolo universal.

O NÚMERO TREZE

É o número da morte e do renascimento, da propriedade, da herança, sociedade, família, guerras e tratados.

As sociedades têm por base a troca do direito, do dever e da fé mútua. O direito é a propriedade; a troca, a necessidade; a boa fé, o dever.

O NÚMERO CATORZE

É o número da fusão, da associação e da unidade universal.

O NÚMERO QUINZE

É o número do antagonismo.

O cristianismo agora divide-se em Igrejas civilizadoras ou bárbaras; progressistas ou estacionárias; ativas ou passivas ; as que condenam e as que se submetem.

O NÚMERO DESESSEIS

É o número do templo.

O NÚMERO DESESSETE

É o número da estrela, da inteligência e do amor.

O NÚMERO DEZOITO

É o do dogma religioso, que é todo poesia e todo mistério.

Jesus, que foi o último e o mais sublime dos arcanos, a última palavra de todas as iniciações, sabia que não seria compreendido a princípio e disse: "Não suportaríeis agora toda a luz da minha doutrina; mas, quando se manifestar o Espírito da Verdade, ele vos ensinará todas as coisas e explicará o sentido do que eu vos disse."

O NÚMERO DEZENOVE

É o número da luz.

É a existência de Deus provada pela própria idéia de Deus.

A afirmação do ateísmo é o dogma da noite eterna; a afirmação de Deus é o dogma da luz.

OS NÚMEROS VINTE, VINTE E UM E VINTE DOIS

Embora o alfabeto sagrado tenha 22 letras; as dezenove primeiras são a chave da teologia oculta. As outras são as chaves da natureza. O grande agente mágico. Substâncias propagada no infinito que é a décima chave do tarot.

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29 de jan. de 2011

Os "adoradores" de Serpentes

"Sede prudentes [3]  como as serpentes e sem malícia como as pombas" (Mt 10:16)

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Moisés e a  Serpente de Bronze


Conhecemos menos sobre os verdadeiros grupos esotéricos do que sobre os místicos, porque aqueles não são cerceados por juramentos secretos que os impedem de divulgar suas experiências interiores. Sigilo absoluto sobre tudo o que é dito e feito atrás dos portais da Câmara Sagrada sempre foi um dos requisitos exigidos dos candidatos à iniciação nos Mistérios. A natureza sigilosa das atividades desses grupos é tida como necessária para salvaguardar a humanidade da má utilização de seus segredos por indivíduos egoístas e sem a devida capacitação moral. Essa obrigação foi tão estritamente observada ao longo dos milênios que nenhuma narrativa dos verdadeiros segredos dos Mistérios jamais chegou ao conhecimento dos curiosos ou dos historiadores. O voto não se estendia a todos os elementos de um Mistério, mas sim aos detalhes cerimoniais, às revelações feitas no templo, à interpretação esotérica do mito representado de forma dramática, às palavras de passe da fraternidade e seu significado, às fórmulas de iluminação e sabe-se lá que outros fatos de interesse oculto.[1]  


Os místicos, ao contrário, sempre sentiram a obrigação de compartilhar suas experiências com seus irmãos buscadores, de forma a confirmar que é possível a união com Deus para aqueles que seguem o árduo, mas gratificante, caminho da entrega total ao Pai Supremo até alcançarem o merecimento de receber a graça da Luz Divina. 

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Os membros dos grupos esotéricos podem, num certo sentido, ser considerados como místicos, porém, com uma característica toda especial, eles também se valem de uma série de rituais e outros procedimentos para facilitar e acelerar o processo de transformação interior que, com o tempo, leva à iluminação. Esses grupos, geralmente estabelecidos por iniciados com elevados dons espirituais, utilizam a teurgia, ou seja, a energia divina direcionada por aqueles devidamente capacitados, para promover condições facilitadoras para as progressivas expansões de consciência que caracterizam o caminho espiritual.  


Esses procedimentos não devem causar nenhuma surpresa ao estudioso, pois Jesus demonstrou ser um grande teurgo, usando a energia divina tanto para curar o corpo como, principalmente, a alma. Jesus era familiarizado com os grupos ocultos de sua época, pois acredita-se que ele era um essênio e recebeu instrução de seu tio o Rabbi Jehoshuah e, mais tarde, do Rabino Elhanan, renomado cabalista em sua época, sobre os mistérios da Cabala. Os essênios eram grandes ocultistas e buscavam, principalmente em seu centro de treinamento em Qumrã, o ideal místico de todos os séculos, a união com Deus. O mesmo deve ser dito dos grupos cabalistas, que mantiveram acesa a chama do conhecimento divino entre os judeus.   


Não seria de estranhar, portanto, que Jesus ministrasse ensinamentos reservados a um grupo de discípulos mais avançados, como é mencionado na Bíblia: "Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus" (Mt 13:11). Esse grupo de discípulos foi o núcleo do primeiro grupo esotérico da tradição cristã. Dele derivou-se, ao longo dos séculos, toda uma série de outros grupos sempre com o objetivo de perseguir a gnosis divina que levava ao prometido ?Reino dos Céus.?  


É lógico supor-se que após a morte de Jesus esse grupo interno continuou seus trabalhos e procurou manter, com todo o zelo característico dos discípulos mais próximos do Mestre, a tradição oculta que lhe havia sido transmitida. Assim, as instruções secretas, rituais, sacramentos e todo o instrumental transformador ensinado por Jesus foram mantidos por seus discípulos. Como sói acontecer, na prática de todos os grupos verdadeiramente esotéricos, seus membros comprometem-se solenemente a manter acesa a chama divina da gnosis [2] para o benefício de todos os verdadeiros buscadores que puderem ser admitidos ao ádito sagrado.   


Seria lícito perguntar, portanto, por que a Igreja nunca reconheceu oficialmente a existência de grupos que seriam os mantenedores da tradição esotérica cristã? A resposta é óbvia. O grupo que mais tarde tornou-se a Igreja Católica, consolidada no século IV, sob a égide de Constantino, não era o ramo esotérico da tradição, mas sim aquele que manteve a tradição aberta, a tradição das parábolas de Jesus ministradas aos muitos (ao público). Entende-se, portanto, porque as autoridades eclesiásticas sempre relutaram em reconhecer a existência de uma tradição interna e, com o tempo, cada vez mais preocupadas com sua autopreservação, tornaram-se inimigas coléricas e perseguidoras dos grupos ocultistas, usando de todos os meios para neutralizá-los, desacreditá-los e destruí-los.  


Os primeiros grupos internos de nossa tradição foram conhecidos como gnósticos, podendo-se destacar dentre eles os ofitas. Esses termos, gnósticos e ofitas, tão injustamente vilipendiados pela ortodoxia merecem um esclarecimento. Gnóstico é o buscador da gnosis, que em grego significa conhecimento, não um conhecimento meramente intelectivo, mas sim a percepção direta, intuitiva da verdade, sobre a qual Paulo fez tantas alusões em suas epístolas. Esse conhecimento só é adquirido por aqueles que conseguem silenciar a mente e ouvir a voz silenciosa do Cristo interior, que tudo revela aos seus bem amados. É importante lembrar que os grupos gnósticos já eram conhecidos antes do ministério de Jesus.   


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Ofita vem do termo grego ofis, serpente. Esses grupos não eram adoradores da serpente, como maldosamente lhes é atribuído. A serpente sempre foi o símbolo da sabedoria em todas as grandes tradições, daí a instrução de Jesus a seus discípulos: "Sede prudentes [3] como as serpentes e sem malícia como as pombas" (Mt 10:16). A serpente sempre foi um símbolo usado para representar a sabedoria nas tradições da antigüidade. Entre os judeus, a serpente, (Gênesis 3) aparece como a primeira reveladora do conhecimento divino.[4] Os antigos cabalistas judeus usavam a serpente nechushtan, com sua cauda segura entre os dentes, como  símbolo da sabedoria e da iniciação. [5] Tanto na tradição hinduísta como na budista, os grandes nagas (serpentes,em sânscrito) são representados como os instrutores primordiais. É possível que isso reflita o fato de que certos buscadores passam pela experiência interior de visualização de uma ou várias serpentes, na verdade um teste de sua coragem e determinação. Caso o buscador não se retraia com medo, é dito que a experiência prossegue com a serpente se aproximando do devoto, abrindo sua boca e, finalmente, fundindo-se com o fiel indômito. Essa visão parece ser uma espécie de iniciação que possibilita a abertura de um processo de revelação progressiva da verdadeira sabedoria ao buscador da verdade. É dito na tradição budista que, no momento da iluminação do Senhor Buda, estando em profunda meditação, uma enorme serpente aproximou-se e postou-se por trás e acima dele como que o protegendo e inspirando durante toda a experiência interior. Finalmente, a serpente é também o símbolo da kundalini, o fenômeno de subida da energia conhecida como ?fogo serpentino?, dormente no chacra básico, até o centro da cabeça, onde se encontra com a energia superior, causando a iluminação.  


        Portanto, os gnósticos e os ofitas cristãos, formavam os grupos de buscadores da verdade, ou sabedoria divina, fundados pelos discípulos mais chegados de Jesus. Mais tarde esses grupos passaram a ser conhecidos por diferentes nomes dependendo de características regionais e ênfase da doutrina externa exposta. Dentre os grupos mais ativos nos dois primeiros séculos de nossa era destacam-se os naasenos (palavra aramaica com o mesmo significado de ofitas, de origem grega), perates, sethianos (gnósticos de orientação judaica), docéticos (propunham que a natureza exterior do Cristo era ilusória), carpocráticos, basilidianos e valentinianos. Vale a pena mencionar que ainda hoje existem dois grupos remanescentes do movimento original no primeiro século de nossa era, conhecidos como mandeanos e drusos.  


Os mandeanos, também conhecidos como discípulos de São João, praticam seus rituais de batismo por imersão em água corrente, como fazia seu fundador, João o Batista. Atualmente, encontram-se pequenas comunidades de mandeanos na região sul do Iraque, principalmente em Basra, Amarah e Nasiriya, bem como no Irã, na província de Khuzistan, especialmente em Ahwaz e Shushtar. A denominação dessa seita deriva-se da antiga palavra ?mandeana? que significava ?percepção ou conhecimento?; portanto, o termo refere-se ?àquele que conhece, ou gnóstico.? A literatura existente sobre essa tradição é considerável, dado o número relativamente pequeno de seus membros. Dentre seu acervo literário destacam-se: "o Tesouro" (Ginza) e o "Grande Livro" (Sidra Rabba). Sua cosmologia é muito semelhante à dos antigos gnósticos, incluindo uma deidade suprema (Ferho) e um deus criador inferior (Ptahil). Os números sete e doze ocorrem com freqüência em sua hierarquia espiritual. O ponto alto da cosmogonia é a redenção, que ocorre com os ?Mistérios? que proporcionam a ?Gnosis da Vida.? [6]  


A referência mais confiável que temos sobre os drusos foi escrita há pouco mais de um século por Blavatsky. Essa autoridade informa que os misteriosos drusos do Monte Líbano são descendentes dos grupos originais de gnósticos, ou ofitas. Os drusos eram de origem copta, e caracterizavam-se por serem estudiosos e diligentes, podendo ser encontrados em pequenas comunidades em vários países do oriente médio. De acordo com Blavatsky, havia na sua época "cerca de 80.000 guerreiros, espalhados desde a planície oriental de Damas até a costa ocidental. Não fazem proselitismo, fogem da notoriedade, mantêm a fraternidade - na medida do possível - seja com os cristãos, seja com os muçulmanos, respeitam a religião de qualquer outra seita ou povo, mas jamais revelam seus segredos. Quanto aos não iniciados, jamais se lhes permitiu ver os escritos sagrados, e nenhum deles tem a mais remota idéia do local onde estão escondidos." [7] O pouco que se sabe a seu respeito vem de uma comunicação escrita por um de seus iniciados a Blavatsky, que aparentemente tinha autorização para fazê-lo. Nessa carta, é mencionado que os mandamentos da seita, erroneamente divulgados por outros autores, são da mais alta ética e comparáveis aos mais avançados códigos de outras tradições.
 

O grupo de maior repercussão no cenário ocidental e no oriente médio foi provavelmente o dos chamados maniqueus. Isso se deve ao impacto das idéias e do trabalho de seu fundador Mani, que no século III revolucionou a vida de muitas centenas de milhares de buscadores com suas revelações. Como não poderia deixar de ser, esse grupo foi imediatamente alvo de críticas por parte da então nascente Igreja Católica, sendo seu fundador perseguido e finalmente morto sob intensa tortura por parte das autoridades civis e religiosas, em circunstâncias que lembram o martírio do próprio Jesus. Mani deixou uma extensa obra literária e, apesar da constante perseguição a seus seguidores ao longo dos séculos, inúmeros grupos locais foram estabelecidos em diferentes países, geralmente com nomes diferentes para tentar escapar da perseguição sistemática a que eram submetidos. 
 

"A vitalidade dos maniqueístas permaneceu poderosa, não obstante as severas perseguições que suportaram durante o Império Romano, ateu e cristão; mas sobreviveram no Oriente e no Ocidente, tendo reaparecido com freqüência na Idade Média, em diferentes partes da Europa. O maniqueísmo ousou aquilo que os gnósticos jamais se aventuraram: entrar abertamente em conflito com a Igreja, no século V. Ademais, a autoridade civil auxiliou a religiosa na sua repressão. Os maniqueístas, onde quer que aparecessem, eram imediatamente atacados; foram condenados na Espanha no ano 380 e em Treves, em 385, por intermédio de seus representantes, os priscilianistas." [8]  


Com o passar do tempo, os herdeiros da tradição gnóstica e maniqueísta foram mudando de nome. Sem tentar um levantamento exaustivo da matéria, que não é o objetivo deste estudo, podemos indicar o aparecimento dos seguintes grupos: entre os séculos III e IX: Euchites, Magistri Comacini, Artífices Dionisianos, Nestorianos e Eutychianos; no século X: Paulicianos e Bogomilos; no século XI: Cátharos, Patarini, Cavaleiros de Rodes, Cavaleiros de Malta, Místicos Escolásticos; no século XII: Albigenses, Cavaleiros Templários, Hermetistas; no século XIII: a Fraternidade dos Winklers, os Beghards e Beguinen, os Irmãos do Livre Espírito, os Lollards e os Trovadores; no século XIV: os Hesychastas, os Amigos de Deus, os Rosa-cruzes e os Fraticelli; no século XV: os Fraters Lucis, a Academia Platônica, a Sociedade Alquímica, a Sociedade da Trolha e os Irmãos da Boêmia (Unitas Fratrum); no século XVI: a Ordem de Cristo (derivada dos Templários), os Filósofos do Fogo, a Militia Crucífera Evangélica e os Ministérios dos Mestres Herméticos; no século XVII: os Irmãos Asiáticos (Irmãos Iniciados de São João Evangelista da Ásia), a Academia di Secreti e os Quietistas; no século XVIII: os Martinistas; no século XIX: a Sociedade Teosófica. [9] O fato de um determinado grupo ter aparecido num século não significa que tenha atuado somente naquele período. Diversos grupos, como os cátaros, os albigenses, os rosa-cruzes, os templários e os alquimistas permaneceram ativos por dois ou mais séculos.  


Foge ao escopo desta obra descrever o trabalho e a doutrina desses grupos que, ao longo dos séculos, mantiveram acesa a chama da verdade, servindo como foco de transformação interior e inspiração para as transformações da sociedade de seus dias. Esses grupos geralmente trabalhavam veladamente, pois, quando conhecidos abertamente, eram invariavelmente perseguidos, como ocorreu com os albigenses no século XIII.  


Para entender o chocante genocídio dos albigenses, devemos lembrar que a insatisfação e as críticas generalizadas sobre o estado de podridão moral da Igreja na Idade Média fez com que o papado agisse com crescente rigor, não para promover uma renovação interior, mas para perseguir todos os dissidentes e potenciais inimigos, valendo-se de sua supremacia. O exemplo de virtude e religiosidade dos cátaros não podia ser deixado livre para florescer, pois iria certamente estimular movimentos semelhantes em outras regiões, solapando o poder da Igreja. Portanto, o Papa Inocêncio III e seus prelados atacaram os albigenses com toda a fúria dos fanáticos que vêem seus interesses ameaçados. A campanha de trinta anos contra os albigenses prenunciou um período de quinhentos anos de repressão brutal pela "Santa Inquisição" em todas as áreas de influência da Igreja, que se estendeu, mais tarde, às colônias européias nas Américas e na Ásia. [10]





[1] Samuel Angus, The Mystery-Religions and Christianity (N.Y.: Citadel Press, 1966), pg. 78-79.


[2] O termo gnosis, que significa conhecimento, no original grego, não é o conhecimento usual obtido pelas regras aceitas de raciocínio metódico, mas sim por revelação interior. Para os gnósticos, como para os ocultistas, a gnosis era um conhecimento que oferecia a salvação, portanto, era basicamente de natureza interior. Na definição de Reitzenstein a gnosis era: ?Conhecimento imeditato dos Mistérios de Deus, recebido por meio de relacionamento direto com a Deidade ... Mistérios que devem permanecer ocultos ao homem natural, um conhecimento que exercita, ao mesmo tempo, uma reação decidida em nosso relacionamento com Deus e também com nossa própria natureza ou disposição.? Citado por G.R.S. Mead em A Gnosis Viva do Cristianismo Primitivo (Brasília: Núcleo Luz, 1995). Para outro autor, ?Aqueles que tinham a gnosis sabiam o caminho para Deus, de nosso mundo material visível para o reino espiritual do ser divino; sua meta final era conhecer ou ?ver? a Deus que, às vezes, ia a ponto de tornar-se unido com Deus ou permanecer em Deus.? Roelof van Den Broek, Gnosticism and Hermeticism in Antiquity, em Gnosis and Hermeticism edit. por R.V.D. Broek e W.J. Hanegraaff (N.Y.: State University of New York Press, 1998), pg. 1.


[3] A expressão original, como formulada no Evangelho de Tomé (vers. 39, op.cit., pg. 131), era: ?Sede sábios como as serpentes e mansos como as pombas,? tendo sido mudada mais tarde para que as palavras de Jesus não fossem usadas para fortalecer os grupos ofitas. 


[4] Vide Helmuth Koester, History and Literature of Early Christianity (N.Y., Walter de Gruyter, 1987), pg. 231.


[5] Dion Fortune, The Mystical Qabalah (N.Y.: Samuel Weiser, 1996), pg. 25.


[6] Vide Kurt Rudolph, Gnosis. The Nature and History of Gnosticism (Harper SanFrancisco, 1977), pg. 343-366.


[7] H.P. Blavatsky, Isis Sem Véu (S.P.: Pensamento), vol. III, pg. 269-270.


[8] P. Marras, Secret Fraternities of the Middle Ages (Londres, 1865), pg. 19-20.


[9] Vide Isabel Cooper-Oakley, Maçonaria e Misticismo Medieval (S.P., Pensamento), pg. 21-22. 
                                                                                                               
[10] As atrocidades cometidas pela inquisição guardam um paralelo com os regimes totalitários da atualidade. Assim como os torturadores das ditaduras justificam seu barbarismo em nome da segurança nacional, os inquisidores justificavam suas atrocidades em nome do Deus de compaixão para a salvação das almas dos supostos hereges. A frieza com que esses inimigos da humanidade agiam com o respaldo dos bispos e do Papa, pode ser aquilatada numa obra chocante intitulada Manual dos Inquisidores, escrita por Nicolau Eymerich em 1376 e revista e ampliada por Francisco de Peña em 1578, ambos experientes inquisidores da ordem dos dominicanos. Esse livro foi publicado pela Fundação Universidade de Brasília em 1993, com uma excelente introdução de Leonardo Boff.


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Roman coin (AD 62/63)

Top of a Roman standard with Jupiter Dolichenus motif





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Iconografia Comunista


                                        

fonte: http://www.levir.com.br/ensinosdejesus.php 

Sobre os Ofitas (Wikipédia) -  http://pt.wikipedia.org/wiki/Ofitas  



26 de nov. de 2010

Anjos, Extraterrestres, Anunnakis, Nephilins, Eons, Titãs, Assuras, Antigos, etc...



http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:zSkv0S5PaLilDM:http://www.sitedomau.com/wp-content/imagescaler/45d234bcc03ced11cc6ac660ab5fa95b.jpg&t=1 


"Conhece-te a Ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum"- frase do Templo de Delfos na Grécia."

"Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses.Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)
Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.
Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam.
Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.
Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes.
Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações."
SALMOS 82

Introdução: 

Anjos -  grego "aggelos", Latim "angelus" = MENSAGEIRO ou EMISSÁRIO.
Demônios - grego "daimónion", "daimon" = ESPIRITO ou DEUS.
Gênio - latim "genius" = GÊNIO, ESPIRITO TUTELAR, GUIA DE ELEVADA CONSCIÊNCIA (a inteligência da percepção de um gênio humano, encarnado, de ordem superior - supra-humana)

"Essas três palavras são, portanto, permutáveis e essencialmente neutras em seu sentido, isentas de moralidades e dogmas, significando apenas qualquer ser espiritual inteligente e indiferente com relação aos conceitos de bem e mal. Anjos, demônios e gênios podem ser considerados os verdadeiros intermediários entre os planos sutis supra-humanos e o plano denso, material e humano. São conhecidos ainda por diversos nomes, tais como Grigori, Vigilantes, Antigos, Djinn, Anjos Enocjianos, Daityas, Assuras, Nephilim, Anunnakis, Jotuns, Eons, Nommos, Extraterrestres, etc. Mas entenda-se por planos supra-humanos ou superiores os níveis psicomentais elevados e expandidos, os MUNDOS DAS IDÉIAS que possuem vida, os mundos dos ARQUÉTIPOS, que se manifestam sob FORMAS nas mentes desenvolvidas, abertas e expandidas, que são capazes de contatar essas forças para aquisição de conhecimento e sabedoria.
Demônio e gênio (INTELIGÊNCIA, CRIATIVIDADE, PENSAMENTO, etc.)  também sintetizam o próprio Daemom, o EU SUPERIOR, a INDIVIDUALIDADE, também conhecidos como Guardião, o poder que guarda, protege e guia o individuo encarnado na Terra e lhes transmite conhecimento, evidênciando seu gênio. É O PRÓPRIO INDÍVIDUO, o verdadeiro EU, um deus ainda subdesenvolvido e adormecido na grande maioria das pessoas."


"Pelo que procede, nenhum demônio pode ser mal, porque o mal é a separação, a dissolução entre a personalidade encarnada e a essência individual, a inteligência superior, a consciência.. Tal separação é que torna a sociedade perversa e cheia de vícios e erros. Com embotamento da vida, o mal surge (a ignorância, a inconsciência, a ilusão e a dor), pois ela perde as origens remotas da Individualidade e da Criação. A própria criação se deu pela separação do conhecimento supra-humano e da humanidade grosseiramente material. O conhecimento subtraído, separado de sua origem, da individualidade, do seu Eu Superior e desconhecido dele é o verdadeiro mal (a ignorância)"

29 de out. de 2010

Samadhi (Eu Superior)


Mouni Sadhu - ed. Pensamento
 
img Na segunda metade do século XX, a questão dos aspectos superiores de consciência do homem, comumente chamados de Supraconsciência, está se tornando cada vez mais urgente para os pensadores profundos. Muitas obras têm aparecido sobre o assunto e, a julgar pela popuparidade que alcançam,pode-se deduzie o interêsse que suscitam.
Para um homem de pensamento, não há duvidas que a consciência dos seres humanos vem sendo submetida a uma evolução constante. Ninguém negaria que há apenas dois milênios o Eu do homem era muito mais primitivo que no século XX, para não falar em raças e tribos pré-históricas pertencentes, digamos, à Idade da Pedra, etc.
O fato de a humanidade estar passando pela evolução do seu tesouro interior, que é a consciência do Eu, não significa que todos estejam progredindo com a mesma intensidade. Nessa questão não há, e nunca houve, nenhuma igualdade. Os caminhos sempre foram mostrados pelos filhos mais desenvolvidos do homem, e os demais os seguiram, com maior ou menor lentidão. Não há dúvida de que se houvesse um Sócrates ou um Pitágoras vivendo em nosso tempo, eles também seriam reconhecidos pelo menos como homens sábios e eminnentes por aqueles cujo critério interior fosse suficientemente desenvolvido.
Mas isso não significa que todas as pessoas que viveram na época de Sócrates fossem receber reconhecimento e respeito semelhantes em função de suas qualidades, que, para nós, poderiam mostrar-se um tanto limitadas e primitivas.

O mesmo ocorre em nossa época: poucas pessoas tornam-se suficientemente maduras para trilhar novos caminhos, novas formas de consciência existente entre nós. As massas não estão interessadas neles, preferindo usar os aspectos mais materiais da civilização, como o mais recente progresso técnico, com todas as invenções e engenhocas decorrentes.

Como definição principal, em conformidade com a tradição ocultista oriental e ocidental, temos de fazer uma estrita distinção entre dois tipos de termos : 

1. Visões Suprasensoriais : Êxtases, Aparições, Evocações Mágicas, Sexto Sentido e Fenômedos mesméricos e Espíritas; em resumo, tudo o que sabemos a partir de livros populares sobre temas ocultistas.

2. Supraconsciência Real, que independe de todas as visões e de outras condições interiores ou exteriores nas quais o homem possa se encontrar. 

Consideramos as expansões da percepção (visões, êxtases, transes, clarividência, clariaudiência, mediunidade, etc) como meros aguçamento e desenvolvimento de sentidos não físicos do homem, embora não passem de umtipo diferente de atividade dos sentidos físicos. Assim, ensinou Sri Ramana Maharshi (o principal expoente do pensamento contemporâneo hindú). Vemos que, nesse caso, nenhum principio foi alterado; houve apaenas a ampliação da escala de percepções. Em outras palavras, ainda permanece o velho binário : Eu e Não-Eu. Na filosofia ocultista, os binários não resolvidos são conhecidos como concepções não-produtivas, que nos mantêm na velha ignorância básica da Suprema Verdade do Ser. Dessa maneira, não podemos encontrar, na relatividade de nossa imersão em mundos diferentes nenhuma consciência suprema, ou seja, absoluta e não relativa, que possa ser definida como verdadeira "Supraconsciência".
 
Maharshi afirma : 

A - Sómente o Samadhi pode revelar a verdade.

B - No Samadhi há apenas a sensação Eu-Eu, e nenhum pensamento. É, evidente uma tentativa de exprimir, na linguagem e terminologia da mente, o que de fato não pode ser interpretado por palavras. Mesmo com tal dificuldade, essa afirmação do sábio Maharshi tem um caráter iluminador e prático.
"O que existe no Samadhi, quando o homem está nesse estado de consciência ?"

- A Unidade essencial e gloriosa, onde não existe dualidade. Há apenas o Eu sem palavras e sem pensamentos, ou o Eu Sou. Por coincidência, esse Eu Sou o que Sou é uma definição do Ser Supremo (Essência), de que fala o Antigo Testamento. Maharshi mais de uma vez sublimou esse fato.
O alvo a ser atingido pela consecução do Samadhi é entrar num estado de consciencia pura, em que não há sujeito nem objeto. Não é preciso ressaltar que esse estado se acha muito além de todas as encarnações, isto é, vida em formas; na realidade, ele transcende todos os corpos, limitações e condições, nele não havendo, como já se disse, sujeito nem objeto. 

img Por certo, não é fácil sequer imaginar tais alturas com o esforço da mente; mas isso não é senão natural e lógico. No Samadhi, a mente é deixada muito para trás, como instrumento de consciência, e com ela ficam mtodos os sentimentos e pensamentos, que estão ausentes daquele estado sublime. Cessam também todas as transformações.
Permanece apenas a Paz que nada pode perturbar. Essa é a paz, que ultrapassa todo o entendimento (mente) humano. E, no entanto, mesmo agora, há almas nesta Terra que atingiram essa Paz, e também aquelas que estão lutando para atingí-la.

O desenvolvimento do Samadhi, transforma toda a consciencia de um homem, os seus pontos de vista, os seus interêsses, os seus empenhos e os seus objetivos. Ele mata a atitude egocêntrica e mostra ao homem a realidade da vida física, em toda a sua relatividade e com todas as suas imperfeições. Ele remove o espectro da morte, que é inseparável da existência num corpo. Então, como é natural, o homem não se considera uma incômoda e teórica combinação de "corpo e alma", sem ter nenhum conhecimento real da "alma", que opera apenas com teorizações emprestadas.

Ao se atingir a Consciência Absoluta (no Samadhi), não há lugar para a relatividade ou imperfeições. Supera todas as coisas sujeitas ao tempo e ao espaço.

Definição de Blavatsky, (extraída do Glossário Teosófico) :`Samadhi é um estado de arrebatamento extático completo. Tal palavra deriva das palavras sam-âdha, (posse de sí mesmo). Quem possui tal poder é capaz de exercer um domínio absoluto sobre todas as faculdades, tanto físicas quanto mentais. É o supremo grau do Yoga. É a contemplação extática ou supraconsciência, é aquele estado em que a concentração mental chega a um ponto tão extremo, que a mente assim fixa unifica-se com o objeto em que se encontra concentrada ( ou seja, o Espírito), cessando todas as suas transformações, e o asceta perde a consciência de toda individualidade, incluisive a sua própria, e se converte no TODO. O Samadhi é um estado em que a consciência se encontra tão dissociada do corpo, que este permanece insensível. É um estado de alienação ou de êxtase, no qual a mente está completamente consciente de sí mesma, e do qual volta ao corpo com o conhecimento ou experiências adquirídas durante o mesmo, recordando-os logo que retorna ao cérebro físico.

Annie Besant : O samadhi é de dois tipos Savikalpa - aquele em que a mente se encontra em repouso temporal, sem estar completamente absorvida no Espírito; e Nirvikalpa - é o mais elevado, aquele em que, graçs a um desprendimento total supremo, a mente se encontra absorvida no Espírito e o vê em todas as partes. estando então a mente aniquilada, só o Espírito brilha em toda a sua glória natural e o iogue adquire a consciência intuitiva.

Cântico da Alma - Sankarachaya - Atman Dourado 


img Não sou ego nem razão, nem sou mente ou pensamento Não posso ser ouvido ou vertido em palavras, nem pelo odor ou visão jamais ser captado :
Sou a consciência e a felicidade encarnada, sou a Bem-aventurança do Bem-aventurado Não sou encontrado nem na luz, nem no vento, nem na terra, nem no céu. Não tenho nome, não tenho vida, não respiro o sopro vital, Nenhum elemento me conformou, nenhuma veste corpórea é minha morada:
Não tenho fala, nem mãos, nem pés, nem meios de evolução Sou a consciência e a felicidade, e a Bem-aventurança em extinção.
Deixo de lado ódio e paixão, vencí a ilusão e a cobiça; Nenhum toque de orgulho me acaricia; assim, a inveja nunca é criada; Além de todas as crenças, passada a influência da riqueza, da liberdade e do desejo, Sou a consciência e a felicidade, e a Bem-aventurança é o meu ornamento.
Virtude e vício, ou prazer e dor não são a minha herança, Nem textos sagrados, nem oferendas, nem oração, nem poeregrinação; Não sou comida, nem alimentação, nem sou aquele que come Sou a consciência e a felicidade encarnadas, Sou a Bem-aventurança do Bem-aventurado.
Não tenho medo da morte, nem me dividem abismos de raça, Nenhum Pai jamais me chamou de filho, nenhum vínculo de nascimento jamais me enlaçou; Não sou discípúlo nem mestre, não tenho parente nem amigo Sou a consciência e a felicidade, e imergir na Bem-aventurança é o meu fim.
Não sou nem cognoscível, nem conhecimento ou cognoscente; ser informe é a minha forma, Resido dentro dos sentidos, mas eles não são o meu lar : Para sempre serenamente equilibrado, não estou livre nem atado Sou a consciência e a felicidade, é na Bem-aventurança que sou encontrado !

  

5 de out. de 2010

Encruzilhada do Momento Atual

TEXTO PARA REFLEXÃO a respeito do post anterior...
 "Contração & Expansão do Movimento Universal e Sua Aplicação Psicológica na Reflexão da Consciência Humana sobre Si Mesma"



ENCRUZILHADA DO MOMENTO ACTUAL:
EL RIKE OU HERR HITLER?

Texto de Vitor Manuel Adrião

 Em Maio de 2005 passam 60 anos sobre a queda do regime nazi. Em homenagem a todas as vítimas desse momento tenebroso do século XX - sempre teimando na tentativa aqui e acolá de repetir-se - dedico este estudo que vai bem com o momento actual.

 * * *

Faz um ano exacto que estava eu desfolhando um livro na Avenida Angélica, em S. Paulo, Brasil, e o conteúdo do mesmo, assaz perturbador e actual, impeliu-me a escrever então (2004) este texto que me parece ir bem com o momento actual por que passa a Humanidade em plena encruzilhada de sua existência, tendo dois caminhos ante si: o da Evolução e o da Involução.
 Como não acredito no retrocesso do Género Humano à animalidade pura e simples, logo não perfilho, como Teúrgico que sou, dos ideais sinistros das Forças da Involução, bem preferindo o esclarecimento e a concórdia a quaisquer tipos de conflitos e derramamentos de sangue, desde já dou por ponto assente a minha posição de Sinarquista e Teósofo, consequentemente Teúrgico. Muito mais porque sei de perto o quanto a presença do Mal pode influenciar as mentes e os corações com os argumentos mais argutos em que a Verdade se parece mas... não é. Já agora, o livro era o seguinte: Sol Negro (Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e Políticas de Identidade), por Nicholas Goodrick-Clarke.

Como a Editora que lançou esse livro colocou, a meu conselho, o aviso inicial ao leitor da mesma se distanciar de "quaisquer práticas racistas e movimentos de segregação", e como o autor é um escritor britânico que investigou esse campo mas isentando-se dos ideais do mesmo, são razões exclusivas para dar aqui o título da obra. Em contrário, nunca o faria.
 Assim como há uma Grande Loja Branca igualmente há uma Grande Loja Negra, ambas com ramificações estendendo-se a todo o planeta, aquela inspirando um Ocultismo Branco e esta inspirando um Ocultismo Negro. Ambas acreditando nos mesmos princípios mas... de formas diferentes, e logo lhes dando sentidos opostos. Também ambas têm uma influência tremenda sobre a Humanidade, como se a dividissem em duas partes iguais nesta Hora Intercíclica. Qual delas vencerá, eis a questão!

De há muito conheço as políticas segregacionistas de identidade, sob o axioma "o meu país é o melhor, em todos os sentidos, e não precisa de ninguém, antes todos precisam dele para que os governe". Isto vale por imposição xenófoba e isolacionista do patrioteiro ultramontano "orgulhosamente sós", de que Portugal ainda arrasta as consequências de quase meio século de absolutismo dentro de si e isolacionismo fora de si. Isto foi uma "auto-suficiência" ultra-provinciana que fez o País regredir socialmente, apesar de sonhar-se superior aos demais, por vezes usando, para justificar os actos políticos, de certa mística dum Sebastianismo "Vermelho" ou reaccionário, que nada tem a ver com Sebastianismo "Branco" ou Iniciático, este mesmo de Vieira ou de Pessoa, tão mal lidos e pior interpretados hoje em dia em certos sectores da sociedade.
 Pois sim, graças a Deus que as gerações mais jovens de hoje desconhecem o que foi viver em tal período em que até ser apanhado a ler um simples livro teosófico valia um "sarilho dos diabos" com as autoridades policiais. Mas a liberdade de expressão? Não havia. E a igualdade de direitos? Impensável. E a fraternidade religiosa? Só a única e exclusiva católica apostólica romana. Tudo o mais, segregado, reprimido, segregado... Enfim, graças a Deus que as gerações novas, mais evoluídas social e economicamente, nas cujas a muitos seria impensável alguma vez faltar o pão na mesa ou não receber a mesada mensal, dizia, graças a Deus que não conheceram esses tempos difíceis até para um simples teósofo que, após denunciado, teria o destino certo das prisões políticas de Caxias, de Peniche ou do Tarrafal, como aconteceu com vários dos primeiros discípulos coevos do Professor Henrique José de Souza em Portugal. E os que não prenderam, foi porque conseguiram fugir para o desterro de longos anos longe da Pátria amada... E são esses jovens de classe média, nada sabendo da vida real senão teorias e preconceitos próprios de quem nunca sofreu privações, os frutos apetecidos pelas forças sinistras que lhes invadem a alma e corrompem os sentidos.

Assim os vejo nos desvairos que vez por outra ainda praticam em Sintra. Desconhecem a incoerência de práticas "ocultistas" (?!) fora da ORDEM DO SANTO GRAAL a ver com SINTRA e esta com aquela, o dessas práticas não terem sentido algum senão aquele que atribuímos no escrínio de nosso Colégio Iniciático e cujo sentido esotérico, tanto da Montanha como da Ordem, demos ao grande público, pela primeira vez em Portugal, através da comunicação social, com maior impacto a partir dos idos de 1985-86. Depois vieram os naturais copistas e imitadores, sem a mínima noção do real da "coisa em si", caindo-se no delírio e na fantasia pura e simples!...
 Antanho, em minha infância, brincava com os meninos da minha rua aos "cowboys"; hoje, vejo os meninos sem casa nem rua brincarem aos magos e ocultistas... impelidos por adultos bem sinistros. Também os vejo nos partidos políticos, extremistas e segregacionistas, indo atrás de líderes os mais radicais possíveis apregoando os slogans satânicos do "dividir para reinar" e "não importam os meios desde que se alcancem os fins".

Nada disso é Espiritualidade, nada disso é Verdade, nada disso é EL RIKE! Mas tudo isso é... HERR HITLER!

Vez por outra e em conformidade ao acúmulo de Karma Grupal (ou seja a Lei de Acção e Reacção, ou Causa e Efeito da Colectividade), manifesta-se na face da Terra um conjunto ou "enxame" de Mónadas destinadas a consumarem esse mesmo Karma da forma mais dolorosa. Tratam-se de almas no limiar da perdição absoluta dotadas de grande poder e carisma mas destituídas de algum amor e piedade ao seu próximo, à Humanidade. Em pouco tempo tornam-se tulkus ou expressões imediatas dos tenebrosos Nirmanakayas Negros, e à sua volta reúnem vasta pleiade de intelectuais cuja característica maior é a sua larga dialéctica e retórica... fria e impiedosa. São a guarda-avançada das Forças do Mal sobre a Terra. O penúltimo "enxame" Moná- dico desse género que a Terra testemunhou e sofreu, teve à dianteira Adolf Hitler, Joseph Estaline, Mussolini, Franco e Salazar, etc. Hoje, no término do Interregno Cíclico, temos novo enxame de fúrias opressoras e segregacionistas estrategicamente colocadas à frente dos principais países do Mundo. A sua missão é levar ao esgotamento definitivo do Karma Planetário e, acredito, com esse esgotamento irá desaparecer para sempre da face da Terra a presença das Forças do Mal. Portanto e como dizia Jesus, "o escândalo é preciso mas... ai por quem ele vier". Quero com isto dizer que nenhum dos actuais líderes mundiais favoráveis à divisão e opressão do Género Humano, irá terminar bem... o Futuro imediato provará as minhas palavras.

Na "Política de Identidade", Portugal e o Brasil inserem-se num Plano Sinárquico estabelecido pela Grande Fraternidade Branca em conformidade ao Desígnio do Logos Planetário para esse Novo Ciclo de Evolução, ou por outras palavras, NOVUS PHALUX ou NOVO PRAMANTHA A LUZIR. Esse mesmo Projecto Sinárquico, que já em seu tempo a Ordem dos Templários executou, apesar do fracasso final, não visa a dissolução das fronteiras geopolíticas, o que é impossível a curto e médio prazo pelos factores da língua e cultura que caracterizam cada povo, mas antes a união, a CONCÓRDIA UNIVERSAL DOS POVOS. Isto é SINARQUIA. O seu lema: "Unir para Reinar"!
Portanto, mesmo que Portugal - Brasil ocupem a cumeeira dos interesses imediatos da Grande Fraternidade Branca por estarem conformados ao actual estágio evolutivo por que passa o Género Humano (Portugal para o 5.º Estado de Consciência, o Mental Superior, e o Brasil para o Oitavo, Vibhuti ou o despertar da Consciência Divina), igualmente todos os países do Mundo, todos os povos, são do interesse supremo dos Irmãos Maiores da Humanidade que a protegem e dirigem, contrariando sempre os projectos das forças sinistras apostadas na sua exterminação, não sem antes a reduzir à escravidão nabalesca.
 Exemplo flagrante disso está naquelas palavras escritas em 1987 pelo ultra-racista e nazista, porque adepto do ideal hitleriano, Ben Klassen (1919-93), ucraniano naturalizado      norte-americano, fundador de um movimento de segregação racial nesse país: "Neste mundo único (...) nós nos preparamos para a guerra total contra os judeus e o resto das malditas raças de lama no mundo - política, militar, financeira, moral e religiosamente... Consideramos isso uma guerra santa até ao fim - uma guerra santa racial. É INEVITÁVEL. É a Solução Final e Única. Agora, somos nós ou eles. Este planeta é, de hoje em diante, todo nosso e será o único habitat de nossa futura progénie para todo o sempre".

Quão longe e opostas são essas palavras, inspiradas no Mein Kampf de Hitler, daquelas outras da sublime Helena Petrovna Blavatsky e que constituem o primeiro objectivo da Sociedade Teosófica: "Formar um núcleo de Fraternidade Universal na Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor".
As quais palavras viriam a estar presentes no Programa Sinárquico da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA. A mais valia da Política, para os Teúrgicos, tal como a mais valia da Religião para os mesmos, estão no sentido de trabalharem por uma Nova Renascença Sinárquica ou de Concórdia Universal dos Povos, tal como pela Religião Universal, a Religião-Sabedoria, a mesma TEOSOFIA, cuja prática sempre foi e é TEURGIA, e se o lema desta é "QUERER, SABER, OUSAR, CALAR", também poderia ser aquele do Iniciados de Benares, Índia: "Satya Nasti Paro Dharma", ou seja: NÃO HÁ RELIGIÃO SUPERIOR À VERDADE!

Por seu turno, o Professor Henrique José de Souza proclamou:
 "RECONSTRUIR! É o brado que nos compete!
 "Sim, reconstruir o Homem, o lar, a escola, o carácter, para que o cérebro se transmude ao lado do coração. No mais, um só idioma, um só padrão monetário e uma só Verdade, que é a Teosofia, como Sabedoria Iniciática das Idades. Só assim, a Humanidade se tornará digna do Estado de Consciência que é exigido pela Nova Civilização."

Em oposição a JHS levantou-se a tríade "Flagelo de Deus" como reencarnações de outros e antigos flageladores da Humanidade, irmãos infiéis da Lei Suprema que a tudo e a todos rege: Hitler (Átila), Mussolini (Tamerlão), Estaline (Gengis Khan). Com os seus sistemas totalitários de governo, eles dividiram o Mundo em socialismo e capitalismo e desencadearam a Segunda Guerra Mundial, como prolongamento da Primeira. Esses três "Flagelos de Deus", segundo o Professor Henrique J. Souza, usaram e abusaram do direito de destruição do Ciclo a favor do que agora urge, como aconteceu com Átila, Tamerlão e Genghis Khan. Hitler perdeu a guerra na Rússia, quando da 4.ª Cidade Aghartina subiram 777 Seres com a missão de pôr fim a uma guerra que já extravasava  largamente os limites impostos pela Lei Kármica.
Sobre o assunto proferiu o Eng.º António Castaño Ferreira, em 1-0-1948:

"Há 3 Egrégoras que têm papel cíclico de destruição, ligadas a manifestações do 4.º Logos (Planetário) em etapas da História em que a Lei exige destruições. São mantidas em certas regiões, para esses ciclos. Tamerlão, Átila e Gengis Khan são manifestações dessas Egrégoras que tomaram forma humana. Os três foram profundamente cultos. Essas manifestações somente agem dentro da Lei do Equilíbrio Universal, pois à menor acção corresponde sempre uma reacção. A última manifestação de Tamerlão foi Mussolini, de Átila foi Hitler, e de Gengis Khan foi Estaline. Os três deveriam implantar regimes diferentes e se manterem unidos e harmónicos para em 1956 (data do Julgamento Cíclico da Humanidade) combaterem, unidos, o Mundo inteiro (dando consumação ao Karma Planetário, e logo depois serem resgatados ou retirados do palco terreno pelas Forças Serapicas de Agharta). As forças da Magia Negra, porém, que sempre interferem, arrastaram Mussolini e Hitler. Mussolini tinha um sósia que o substituía sempre: era um Adepto Negro. Somente Edda Mussolini sabia disso. Na Baviera, adormecido num caixão, um ser pavoroso: era o 4.º Nirmanakaya Negro que governava Hitler. Estaline tinha um sósia: um médico tibetano. Foi este que conseguiu fazer com que ele se mantivesse no caminho (isto é, não continuasse o projecto de Hitler de conquistar o Mundo). Mussolini fez um avatara em Molotov, e não se admirem se Hitler (antes, o seu Nirmanakaya Negro) também estiver na Rússia!... O que está no Plano da Lei é realizado. As três Egrégoras são Látegos da Lei. Virão como cumprimento da Lei. Ódios, paixões, ambições dão vida à Egrégora do Mal. O Adepto (da Boa Lei) não cria nem Bem nem Mal: é cumpridor da Lei transcendente, acima do transitório. A Egrégora da Obra está em Shamballah."

Falando sobre os três irmãos malditos e amaldiçoados, afirmou o Venerável Mestre JHS: "Todos os três caíram, mas outros se levantarão em pedaços. Uma Obra restará no Mundo: a nossa." É o que acontece hoje: os "pedaços corruptos" levando à solução final do esgotamento kármico planetário e a consequente instauração do Reinado do Espírito Santo sobre a Terra, e isto com a vinda para o Ocidente, em 1963, como antecipadamente anunciara o mesmo JHS, das três "Bençãos de Deus": Akdorge - Akadir - Kadir, os Três Reis do Oriente finalmente entronizados no Ocidente.

"... E os Três Cavaleiros, montados nos seus lindos cavalos alados, um branco, o de Akdorge, um castanho, o de Akadir, e outro negro, o de Kadir, eles contemplarão as angústias do Mundo, como o Quinto (Luzeiro) contemplou, vendo os destroços de uma Civilização que deveria ser a sua... e em má hora sonegou." (JHS)
 Temos aí os Três Cavaleiros Alados (porque etéreos, como expressões de ainda mais altas Potências) representantes das três grandes naturezas objectivadas, as três últimas Raças-Mães. O cavalo negro representa a Raça Lemuriana, o castanho a Raça Atlante (castanho aproxima-se do marrom avermelhado, e "vermelhos" eram os Atlantes), e o branco a Raça Ariana (composta de 7 Sub-Raças, onde se inclui a SEMITA, que assim é também Ariana ou "Pura", na má tradução nazista, sim, porque Ariano significa "Filho de Aries ou Marte", o Sol da Terra, logo, toda a Raça Humana actual é Ariana e não só um tipo eslavo específico, como pretenderam os hediondos idealistas do Reich do Mal).
 "Mas... aí estão os Três Reis Magos do Oriente, em busca do Ocidente, para renovar as consciências e firmar os alicerces da Nova Era. E então, novamente se diz, embora que em sentido mais amplo: - Em verdade, em verdade vos digo que amanhã (um futuro próximo) estaremos todos juntos ao redor do Trono Celeste. Este Trono não é senão o do Avatara, o do Redentor do Mundo no presente Ciclo. Até lá, muitas coisas terão acontecido. Os homens enlouquecerão e morrerão, agarrados às suas religiões, aos seus credos políticos, à sua ciência materialista, aos seus próprios destinos kármicos..." (JHS)

Esses "Três Reis solicitadores do Ciclo" vieram accionar o Karma Planetário pela afirmação da Lei justa e Perfeita, Dharma, a fim de efectivar a limpeza do Ciclo para a implantação final da Sinarquia Universal, pois que todos os sistemas de governação, como todos vêem, mostram-se completamente falidos... ante o problema magno da Felicidade Humana. A limpeza ou purificação kármica vem sendo realizada através da guerra, da fome, da miséria, da doença e até da Natureza revoltada. Se o Homem não quis evoluir pelo Amor, resta-lhe evoluir pela Dor!... Os "Reis solicitadores do Ciclo" projectam a sua influência em vários seres na face da Terra: religiosos, políticos, militares, autoridades em geral e qualquer outro ser que a Lei exija. Este se incumbem de realizar a necessária depuração kármica dos seus respectivos povos, afectando os vizinhos, mas sendo, muitas vezes, quando abusam dos poderes que lhes foram confiados, eles mesmos aniquilados. Previne JHS: "Não esquecer que a Lei, na sua originalidade, é uma, mas os homens a podem fazer outra".

"Porta aberta aos Três Reis pelo Arcano Dezasseis", canta a estrofe da Exaltação ao Graal. O Arcano 16 é a "Rebeldia Celeste" que desfecha na "Ruína do Trono", neste caso, o trono de todos os dirigentes humanos, de todos os sistemas político-religiosos vigentes. Os Três Reis vieram devido à Ira de Deus, por imperar entre os homens Adharma, a Lei injusta e imperfeita. Nesse Arcano Aghartino, um Deva gesticula com uma espada e faz apagar todo o quadro à sua frente. É a ideia do Destruens et Construens, a preparação do terreno social para a Nova Semeadura, a Nova Era, a Nova Jerusalém...
 Dessa maneira encontra-se a dicotomia EL RIKE - HERR HITLER nas Tríades Luminosa e Sombria primordiais ante os destinos imediatos da Humanidade, em plena encruzilhada do  Passado - Futuro na Hora Presente:
Como se não bastasse, a dita "Arianosofia" integrada ao Ocultismo Negro foi toda ela copiada e logo pervertida dos maiores paradigmas do Pensamento Tradicional dos séculos XIX-XX, que ficaram com os seus nomes injustamente associados aos horrores num Reich ou Reino de Trevas. Refiro-me a Helena P. Blavatsky, Richard Wagner, Rudolf Steiner, René Guénon e outros nomes mais usurpados e vilipendiados pela vilania das Forças da Trevas.

O Ocultismo Negro postula exactamente o mesmo que o Ocultismo Branco. Só os motivos e as direcções é que são opostos... Por exemplo, enquanto nós afirmamos a existência dum Reino Interno sob a Terra, eles acreditam no mesmo Reino Interno (sob os nomes, usurpados aos Eddas nórdicos, de Valhala - SHAMBALLAH - e Asgardi - AGHARTA) mas sobre a Terra, o mesmo que os nazis procurar adentrar em vários pontos do Globo (Antárctida, Tibete, Montségur, etc.), inclusive em Portugal, tentando arrombar debalde, à força de trotil, uma pretensa "porta jina" nas cercanias da cidade de Tomar, antiga Sede-Mater da Ordem dos Templários ibéricos.

Isso leva-me a afirmar, com conhecimento directo de causa, que a Fraternidade Negra conhece e muito bem as entradas para os Mundos Jinas. Só não sabe como franqueá-las... e não sabendo usa de mil e um artifícios sempre redundando em tragédias de que a História é farta. Adentrar os Mundos Jinas não é tão fácil como andar de "metrô". Exige muito mais... responsabilidade, conscientização, pureza de actos, emoções e pensamentos de maneira a ser novamente "criança", saber calar contra tudo e todos, mesmo que sofra os maiores e mais injustos vilipêndios e até, acaso, lhe possa custar a vida. Quantos há assim? Raríssimos. E fantasistas mais ou menos carismáticos? Campeiam. Serei eu também um "Guru" ou "Adepto Jina"? Farei parte do rol desses últimos? A resposta é simples e directa: não tenho tempo nem saúde para brincadeiras tipo "new age". Faço o que tenho a fazer em prol da Obra do Eterno na Face da Terra, e é quanto me basta nesta vida. Ponto assente.

Os esoteristas negros, antes, satânicos hitlerianos, até uma Ordem Negra fundaram, decalcando o seu "corpus" da antiga Instituição Teutónica de Santa Maria dos Alemães, mas aqui, invés de venerarem à Mãe Divina, prestavam culto ao Chefe máximo da Loja Negra: Baal-Babu.
 Antes de dizer alguma coisa mais, devo esclarecer como se ordenam e manifestam hierarquicamente as Linhas Branca e Negra, neste momento crítico por que atravessa o Género Humano e as novéis gerações entendam que a feitura do seu destino, bom ou mau, depende inteiramente delas mesmas.
 A Linha Branca constitui-se de 7 Nirmanakayas Brancos principais, Choans, cujo Chefe máximo é BAAL-BEY, e cada um deles com 7 Discípulos principais, os Asekas, por sua vez cada um destes com 12 Sub-Aspectos ou Arhats, os quais se manifestam por multivariadas formas humanas e sociais a favor da Evolução verdadeira dos Povos, logo, impondo a Sinarquia à Anarquia.
 A Linha Negra dispõe-se de 7 Nirmanakayas Negros principais, Adeptos das Trevas, cujo Chefe máximo é BAAL-BABU, cada um com 7 Discípulos sinistros, os Rakshasas ou verdadeiros Magos Negros, e cada um destes com 12 Sub-Aspectos ou Dad-Dugpas, como feiticeiros e animistas, os quais se manifestam por multivariadas formas humanas e sociais, todas elas inversas da Evolução verdadeira, logo, a favor da Anarquia contra a Sinarquia.
Devo dizer alguma coisa sobre a questão controversa e melindrosa Ordem Teutónica - Herr Hitler - III Reich. Começo por citar um trecho, que a muitos passou desapercebido, do livro Hitler m'a dit ("Hitler ditou-me"), e que na edição portuguesa se encontra na página 232, capítulo XXXVI, intitulado "Magia Negra e Magia Branca":
 "Um dia em que o Führer estava bem disposto, certa senhora espiritualista (e não espirituosa, da má tradução que se fez para o português, o que não seria possível... diante dos seus próprios conselhos) das suas relações, arriscou-se a dar-lhe um conselho: - Meu Führer, não se entregue à Magia Negra. Hoje ainda pode escolher entre a Magia Branca e a Magia Negra. Mas se acaso o Führer se decidir pela Magia Negra, nunca mais sairá do seu destino. Não escolha a perigosa via do sucesso rápido e fácil. Ainda pode seguir o caminho que leva ao império dos espíritos puros. Não se deixe desviar desse bom caminho por criaturas do lodo, que lhe roubam a força criadora."

Tal senhora (desconfio que tenha sido a viúva do compositor Wagner...), procurando a sua amizade, insinuando-se quanto lhe foi possível até chegar ao precioso momento de dizer ao Führer semelhantes palavras, verdadeiros conselhos de um Adepto Real (se é que ela aí estava, por sua vez, a conselho de algum... de quem era, talvez, discípula), nada adiantou. Responde, com a maior clareza, o próprio símbolo já por ele adoptado, antes, roubado e pervertido de sua posição original, tal qual se faz nas missas negras que são perversões ou inversões das missas brancas, desde as palavras às posturas e aos símbolos: a Sovástica (ou Sowástika, em pali), e não a Suástica (ou Swástika, em pali), esta a Cruz Solar de RAM simbólica do Fogo Celeste, FOHAT, e da Evolução. A outra como símbolo nefasto do Fogo Terrestre ou KUNDALINI desperto precoce e caoticamente, logo signo de Involução, como desde sempre afirmaram Jainos e Budistas no Oriente e Teúrgicos e Teósofos no Ocidente, a par de Rosacruzes e Maçons esclarecidos. Não sei mesmo porque razão muitas pessoas ilustradas, a própria imprensa, continuam teimando em não distinguir uma cruz da outra, isto é, a Swástika da Sowástika. Sirva isto, ao menos, de um protesto em nome da Razão, ou da Cultura, se se o quiser, a quem faz jus a tão privilegiado Povo como é o Luso-Brasileiro.
Bem razão tinha Helena Petrovna Blavatsky em afirmar que, "entre a mão direita e a esquerda existe um ténue fio de teia de aranha". Sim, entre uma e outra Magias...
 De certo modo, pode agora compreender-se o motivo pelo qual... os privilégios se passaram, bruscamente, de um País para outro, em relação ao Movimento Espiritual que se processa no Extremo Ocidente da Europa, Portugal, e no Extremo Ocidente do Mundo, o Brasil.

Além disso, não era com aleijões e neuropatas de toda a espécie, prejudicados pela guerra, com famintos e pobres seres esqueléticos, que perambulavam pelas ruas das cidades devastadas pelos combates, a começar pela Alemanha, que se "poderia firmar uma nova raça, fosse em que parte fosse da Terra". Fala bem alto a nova decisão desesperada do Reich, já com a chancelaria de Berlim cercada pelas forças aliadas, em relação às mulheres alemãs, mesmo que casadas, "de se entregarem aos soldados" (isto é, aos "degenerados da mesma guerra"), para que tal "nova raça" não viesse a desaparecer. Mas, respeitável leitor, de que valem os filhos, os rebentos, os produtos... de semelhante união ilícita e mais que imoral? Respondam os simpáticos à guerra e suas consequências funestas, seja ela de que tempo for...
 Algo que vem confirmar o que disse anteriormente, é a seguinte passagem do mesmo livro citado, encontrada no capítulo "A criação do super-homem", página 225 e seguinte:
 " - O homem novo vive a nosso lado. Está ali! - exclamou Hitler triunfalmente - Não lhe bastou isso? Vou dizer-lhe um segredo. Vi o homem novo. É intrépido e cruel. Senti medo diante dele.
 "Ao pronunciar estas palavras singulares, Hitler vibrava e tremia de êxtase ardente (todo o mago negro, sabe-se, é um epiléptico... e de epilepsia, juntamente com a "doença de Parkinson", Hitler sofria). Recordei-me de uma passagem do nosso poeta alemão Stefan George - A visão de Maximin. Acaso Hitler teria tido também a sua visão?..."

 Razão porque muito antes da II Guerra Mundial (1939-1945) lhe dedicou um templo, em Berchesgaden, onde procurava, além do mais, ouvir os seus conselhos, nesse castelo possuidor de tal templo improvisado (com todas as regras da Baixa Magia). Em plena Guerra, quantas vezes partiu de repente para só voltar um ou dois dias depois? Ia ouvir o seu amo ou senhor... um títere, um boneco maquinado, uma espécie de Frankenstein, por sua vez criado por um Nirmanakaya Negro: Baal-Babu, o 4.º sendo o 1.º por ter a ver com a chefia de todo o Mal nesta 4.ª Ronda Terrestre, fruto maldito das almas perdidas da 4.ª Raça-Raiz Atlante.

Quem apoiava externamente as avatarizações sinistras de Baal-Babu a Hitler? O próprio "grão-sacerdote" Dietrich Eckhart, iniciador externo do Führer como o decano principal do Ocultismo Negro do Reich ou "Império" das Trevas, em plena zona gástrica do corpo da Europa, a Alemanha. Curioso e significativo, do ponto de vista oculto, as avatarizações sinistras darem-se pelo plexo solar, na região gástrica do corpo humano, como acontece com qualquer tipo de "incorporação" mediúnica... uma e outra inteiramente desfavoráveis à evolução verdadeira do Ser e da Raça.
 Hitler é, pois, a síntese perfeita do fim de um ciclo racial... como Átila também o foi. Ele mesmo, o tal super-homem - como eunuco da Guerra anterior (1914-1918), assinalado pelos estilhaços de uma granada... e por isso carecia insaciável da presença próxima do sexo feminino, cujo olhar mas não contacto físico o alimentava vitalmente, "mau olhado" esse que levou quase todas as "mulheres de Hitler" ao suicídio, com destaque para Eva Braun, que como falsa Eva  incorporou a antítese completa da verdadeira Eva, ADAMITA como "Primeira Mãe" do Género Humano - de suas visões macabras, é formado com os pedaços desses pobres aleijões da Guerra que provocou e dos milhões de vítimas que a mesma espalhou pela maior parte do Globo. Por isso mesmo, forma caótica do Espiritual que já então se desenvolvia ou processava em plagas            Luso-Brasileiras, mesmo que secretamente nesses "Formigueiros de Adeptos" que constituem a MAÇONARIA UNIVERSAL CONSTRUTIVA DOS TRÊS MUNDOS, ou seja a dos TRAIXUS-MARUTAS, a verdadeira por ser a original de AGHARTA. Mas não podia deixar de ser assim, pois onde está a Luz, está a Sombra, onde se encontra o Bem, manifesta-se o Mal, a Mentira, para a Verdade... e assim por diante, na dicotomia das coisas irreais e reais, como decerto é fácil observar por qualquer um.

Esse Super-Homem ou Homem Perfeito como Adepto Verdadeiro todo ele composto, matematicamente perfeito, divino, "Vida-Consciência" (em hindustânico, Jivatma ou Jivimukta),  assim o configura Fernando Pessoa, em palavras completamente opostas às de Hitler, em seu Ultimatum pelo heterónimo Álvaro de Campos (in Portugal Futurista, Lisboa, 1917):
Proclamo a vida de uma Humanidade matemática e perfeita!
O Super-Homem será, não o mais forte, mas o mais completo.
O Super-Homem será, não o mais duro, mas o mais complexo.
O Super-Homem será, não o mais livre, mas o mais harmónico.

Proclamo isto bem alto e bem no auge, na barra do Tejo, de costas para a Europa, braços erguidos, fitando o Atlântico e saudando abstractamente o Infinito!
 A saga dessa triste herança hitleriana deixada há mais de meio século arrasta-se até hoje, pois bem se vê actualmente não faltarem por todo o Globo prosélitos ou simpatizantes de tais ideias completamente avessas ao Progresso verdadeiro do Género Humano, além do mais, por o número de ignorantes no Mundo ser bem maior do que o dos verdadeiros sábios... ademais tais doutrinas são tentadoras, e nem todos sabem recusá-las, mesmo que depois tenham de chorar lágrimas de sangue, como já vem chorando vultuoso número de criaturas! Pobres criaturas, enganadas por promessas vãs de liberdade, de fartura e domínio sobre os demais por uns quaisquer ditadores sanguinários, auto-suficientes, exclusivistas e xenofobistas, como se vêem, e com fartura libertina, hoje em dia! O Verdadeiro Caminho da Iniciação, o da SABEDORIA DIVINA, jamais promete coisas impossíveis de realizar, enganadoras, mas régias ou reais por terem a ver com REALIZAÇÃO verdadeira do próprio Homem, e por provirem do Rei dos Reis - MELKI-TSEDEK.
Sim, é a Hora de um Novo Ciclo, de uma Nova Era portadora de melhores dias para o Mundo, na medida em que todos nós contribuirmos para isso. Desgraçadamente, bem se sabe pela vivência e consequente experiência diária, tal Obra Magna - Magnus Opus - exige sacrifícios de toda a espécie, e assim - de acordo com o "faze por ti que Eu te ajudarei" - bem poucos a têm querido seguir... sim, além do mais, porque "muitos serão os chamados e poucos os escolhidos". Donde a nossa missão suprema nesta vida transitória, em que só valem os valores que nos acompanharão além-túmulo, o nosso destino último e fatalmente certo: os do BEM, do BOM e do BELO.

E que ele, Hitler, por sua vez desejava formar uma "Ordem universal com origem germânica", com todos os mentecaptos desse ciclo agonizante, servindo-se dos mitos nórdicos, isto é, do Passado remoto, Involução portanto, aos quais tão bem e também se ajustaram e ajustam os fanáticos autistas, por muita cultura teórica que possuam, mas nenhuma experiência de Vida que se traduz em Sabedoria vivida, conquistada ou arrancada, com lágrimas, suor e sangue ao athanor incandescente das experiências diárias, que são a maior Riqueza, sejam ou não dolorosas... e geralmente eles não se apercebem das suas contradições palmares, não raro em menos de uma ou duas horas, dizia, está visto através de um "novo segredo" que ele, Hitler, tinha para Hermann Rausohning, autor de Hitler m'a dit ("Hitler ditou-me", in pág. 261 e seguinte desse livro, no capítulo intitulado "Revelações sobre a doutrina secreta"):

" - Vou confiar-lhe um segredo: fundo uma Ordem."
 "Essa ideia de Hitler já era minha conhecida. O seu autor era (Alfred) Rosenberg (de facto - direi eu em consonância com o que dizia o Professor Henrique José de Souza - na época actual a originalidade desapareceu; não se faz outra coisa senão copiar as ideias alheias e ainda por cima, não raro, denegrir e tentar arremessar ao ostracismo o autor original vitimado, mas agindo dessa maneira são algo assim como folhas secas arrastadas pela impetuosidade de uma cachoeira: a cachoeira deste mesmo ciclo em franca decadência prestes a desaparecer...). Pelo menos, da boca de Rosenberg a ouvi pela primeira vez. Rosenberg pronunciara, para número restrito de assistentes, uma conferência no salão de Marienburg, no antigo Castelo dos Cavaleiros Teutónicos. Recordando os acontecimentos históricos da grande época dos Cavaleiros traçava um paralelo entre a sua acção na Prússia e o programa do Nacional-Socialismo, e sugeria que a Ordem poderia ser reconstituída. Um escol de valentes, que seriam ao mesmo tempo administradores hábeis (viu-se...) e sacerdotes, que resguardassem ciosamente uma doutrina secreta oculta ao mundo profano (poderiam ser todas, menos a da Verdadeira Sabedoria Iniciática das Idades, direi eu absolutamente convicto face às atitudes que se viram... e se vêem ainda, desgraçadamente, tanto em Portugal como no Brasil e demais pontos "quentes" do Globo); a hierarquia daqueles monges-soldados, os seus métodos de governo, a sua disciplina - tudo isso poderia ser restaurado e servir de exemplo."

Quando o mesmo Hitler se manifestou a respeito da nova religião (nova para ele, mas velhíssima, ultrapassada para a História da Evolução Humana...) que desejava instituir no Mundo, diversas e enormes rochas começaram a despenhar-se na Floresta Negra (da personalidade desencontrada com a individualidade espiritual no Homem)... o Junfrau dos Eddas ou escrituras sagradas nórdicas. Algo assim como se tais Deuses estivessem revoltados contra ele,  apedrejando-o!...
 Nem todos podem manusear livros de "Cavalaria antiga", pois, tomam as coisas ao vivo e... começam a matar, a destruir a torto e a direito, para um dia, eles mesmos, compreenderem que tudo não passava de um sonho, ou antes, de terem criado um maldito pesadelo...
 Decerto nós, Teúrgicos, e demais espiritualistas e humanistas de escol, não seremos desses criadores de pesadelos malditos, mas criadores de REALIDADES DIÁFANAS que se fazem dos sonhos benditos. Assim benditos seremos nos pensamentos e vozes dos nossos futuros em conformidade à Boa Sementeira que lançamos agora à Terra inteira para que a Colheita seja rica em frutos... sim, os Frutos benéficos de uma Nova Era plena de Paz e Prosperidade para o Mundo!

Pois, LUTEMOS PELO DEVER!

* * *

Um correspondente carioca, portanto brasileiro, confrade nesta Obra Divina, escreveu-me colocando várias e inquietantes questões que, todas elas, estão inteiramente relacionadas ao tema agora em estudo. Foram as seguintes:

- Sobre Hitler. Sabemos que ele foi um Nirmanakaya Negro e que veio com a função ceifadora da mão de Yama, mas como ficamos quando a derrocada do Nacional-Socialismo alemão permitiu a ascensão e o domínio judaico do Sionismo Internacional? Não é esta situação de domínio económico (e perversão dos sistemas de comunicação) perversão mundial pior do que seria a condição económica e social com a vitória de Hitler? Os famosos "7 dias" em que JHS determinou (na sua função de Akbel) o afastamento de Hitler do seu "mestre" não foram perniciosos para o Mundo, a contar com essa ascensão Judaica e consequente consecução dos "Protocolos dos Sábios de Sião"?
 Ao ilustre confrade do Rio de Janeiro, respondi nos seguintes termos:
 - Postas as suas pertinentes questões, bem melindrosas pela controvérsia que geram na turbulência dos dias que vivemos, dou-lhe as respostas devidas.

O Venerável Mestre JHS previu no Livro do Akasha que compõe a ambiência do Mundo de Duat, qual seja uma Biblioteca Planetária, o que viria a ser o Mundo actual, neste Interregno Cíclico que irá um pouco mais além de 2005, digamos, até aos inícios de 2017, aquando inicia o ciclo da Lua. Previu, interferiu e pouco depois estacou diante das investidas das Hostes Negras chefiadas na altura pelo saturnino ou satânico chefe dos Nirmanakayas Negros - Baal-Babu, maioral de todas as desgraças e dores na maior das Talas, Maha-Tala - de quem Adolf Hitler era um "médium de incorporação", em termos espíritas, ou um seu "avatara sombrio", em termos bem nossos, teosóficos.
 Quando digo "JHS estacou", a assertiva importa a justificação com o seguinte episódio muito pouco conhecido nos anais da História da Obra do Eterno. Pois bem, pelos idos dos anos 40 do século passado, em plena 2.ª Guerra Mundial com Hitler conquistando toda a Europa, preparando-se para avançar na Ásia e investir contra o continente Americano, exterminando implacavelmente tudo quanto fosse Judeu ou similar, ante isso o Venerável Mestre JHS, como Avatara de AKBEL, Senhor Absoluto do AMOR e da SABEDORIA, detentor de todos os tálamos do PODER Divino, tomado de revolta e compaixão pelo que estava acontecendo à Humanidade, decidiu intervir por iniciativa própria.
 JHS chamou para junto de si um vasto número de Irmãos Maiores da Obra, agregados pelo saudoso Dr. Eugénio MARINS (o nome vai bem com MAR, MARE, MARIS...), e dispô-los em 7 grupos de 7 pessoas em 7 pontos diferentes do Rio de Janeiro, tendo por centro a Baía de Guanabara. Penso que esses Irmãos ocuparam os pontos estratégicos do Sistema Geográfico Atlante de TERESÓPOLIS, a partir do Rio de Janeiro, a Terra CARIOCA, CÁRIA, MA-KÁRIA, tendo por "Vigilante Silencioso" pétreo a METARACANGA, ou seja a Pedra da Gávea, do Gaveiro dos Céus plantado na Terra: JHS.
 Então deu-se início ao Ritual de obstaculizar o Karma Atlante da Humanidade e travar os avanços sangrentos do antigo Átila (Hitler). Como foi feito? Visualizando jactos de luz irradiados da Terra para a estrela do "Saco de Carvão" passando pelo Portal Celeste que é a constelação do "Cruzeiro do Sul". As energias astrais roubadas ao 3.º Senhor LUZBEL pela Loja Negra, foram assim impedidas de descer à Terra em forma de jactos sombrios e, consequentemente, Hitler começou a sofrer os primeiros revezes da sua conquista do Mundo (os acordos com o Japão fracassaram, a conquista da Inglaterra falhou, a Rússia criou uma tenaz implacável às forças ocupantes, sofreu um atentado feito pelos seus próximos de que escapou por pouco, etc., etc.). Esse Ritual demorou 7 dias e deveria prolongar-se por 49 dias. Durante esse tempo, e isto é significativo, a América entrou na Guerra, logo também o Brasil. Subitamente, a Grande Fraternidade Branca dos 49 Adeptos Independentes ordenou que esse Ritual cessasse imediatamente, pela simples razão de que a Humanidade tinha de pagar e bem caro o seu Karma Racial e que, quando dois terços da mesma Humanidade estivessem contra Hitler, este seria derrotado, com a "sombra astral" de LUZBEL, ou seja BAAL-BABU, sendo fortemente chicoteada ou castigada pelo 5.º Senhor ARABEL, este que é a "INDIVIDUALIDADE" da "PERSONALIDADE" do mesmo LUZBEL. Assim foi feito e assim aconteceu.
 Quem ordenou a cessação imediata desse Ritual exorcizante? O próprio 7.º DHYANI-JIVA, como "8.º Choan da 7.ª Linha Saturnina", o Dr. ISRAEL GORDON SCHMIDT (hoje o 7.º      DHYANI-BUDA GT). Ora o Dr. Israel G. Schmidt é quem dirige a Raça JUDAICO-ALEMÃ, saída da 5.ª Sub-Raça Ariana, a TEUTÓNICA, ou melhor, Teuto-Anglo-Saxónica.

E quem mandou o Dr. Schmidt ordenar a cessação do Ritual através do Templo-Túmulo da Pedra da Gávea, para cujo topo tem que se passar antes pelo "Pico do Papagaio" e tendo em baixo, na encruzilhada dos trilhos do Horto Florestal, a capela MARIZ? O próprio jupiteriano ou divino BAAL-BEY, Senhor Supremo de todas as Regiões Celestes plantadas no Seio da Terra, ou sejam as Lokas constituintes do Mundo de Agharta.

JÚPITER e SATURNO em oposição ou fricção de maneira a formar a conjunção ASGA-LAXA. Quando ela acontece e por muito poderoso que seja, não há Mal que resista.
 Sobretudo, tal cessação Ritualística implicou respeitar o LIVRE-ARBÍTRIO de cada um e de todos conforme o seu KARMA. A LIBERDADE de expressão ou manifestação, por muito dolorosa e revoltante que seja aparentemente, é o paradigma mais caro e respeitável por todo e qualquer Adepto da Evolução. Não há Deus maior para este do que a própria LEI, manifeste-se como se manifestar. Portanto, em última análise, não foi JHS quem derrubou Hitler, mas a própria Humanidade foi quem o recusou, e só após recusá-lo é que a Grande Fraternidade Branca interviu, não antes.
 Na grande batalha planetária entre TEURGIA e GOÉCIA, arrastando-se aos dias de hoje, acaba sobressaindo a tabela dos opostos "EL RIKE - HERR HITLER", que assim considero:
 [ Tabela apenas disponivel no PDF ]

Concluiu-se: "SPES MESSIS IN SEMINE!" ou "SPES MESSIS IN SEMINE?". Eis a questão. Compete a todos nós, os que nos consideramos espiritualistas de escol adeptos da Evolução e amigos verdadeiros da Humanidade, na parte que nos cabe no grande plano universal delineado pela Excelsa Fraternidade Branca para o momento actual ante o Futuro imediato do Mundo, dar a resposta e resolução a esse magno problema que é, afinal e tão-só, o da FELICIDADE HUMANA.
 Ainda assim tudo está bem e vai bem com o momento crítico por que passa o Mundo, em plena "encruzilhada de caminhos", ou seja o INTERREGNO INTERCÍCLICO, onde não se é Peixe nem Aquário mas uma mistura de ambas as coisas. Com o tempo tudo encarreirará no decurso normal da Marcha da Civilização. Antes de andar a criança gatinha, e antes de gatinhar, esbraveja. A Humanidade está esbravejando agora... deixemos o Tempo cumprir a sua função.
 Ainda assim, meu muito Venerável Amigo, sabe quem fez Hitler assumir-se messias e salvador da antiga Germânia e conquistador do Mundo? O próprio Sionismo judaico. Foi neste que a mística ocultista racial alemã se inspirou para manifestar-se através do partido          ;      nacional-socialista, que era um "socialismo nacional" ou uma manifestação invertida da Sinarquia, tal como esse ocultismo, assumindo-se negro por os princípios universais do verdadeiro Ocultismo terem sido pervertidos, decepados para adaptação a conceitos estritamente pessoais e nacionais, abertamente xenófobos. Consequentemente, o nacional-socialismo alemão é fruto e igual do sionismo judaico.

A diáspora Judaica na Europa, desde o ano 400 d.C., pontificando o Papa Adriano I, cedo se dividiu em duas facções: ao Sul, os judeus Sefarditas (a Península Ibérica é chamada "Terra de Sefarad" pelos Judeus, inclusive associando o onomástico "Ibero" a Hebreu), de tendência mística e solar, inclusive tendo sido eles quem deram origem à Kaballah Profética, vulgo Hispânica; ao Norte, os judeus Ashkenazim (cujo diminutivo originou nazi, o idealista do nacional-socialismo), de tendência materialista e lunar, sendo práticos no mundo das finanças depressa se assenhorearam de boa parte da Economia do Centro e Norte da Europa. Foi para resgatar o poder fiduciário aos judeus que se iniciou a perseguição e consequente holocausto destes por parte dos "arianos puros". Também nisto há um erro grasso: não havia nem há "ariano puro", porque a maioria dos alemães, desde o século V, são ashkenazim, isto é, germano-judaicos.
 Cedo a diáspora Judaica misturou o seu sangue com o de outras etnias, contrariando os princípios étnicos seculares vigentes em Jerusalém, pois doutra forma não poderiam sobreviver em terras estranhas à sua raça, cultura e religião. Por isso vimos a maior parte das melhores famílias europeias terem herança consanguínea judaica. Não há mal nenhum nisto, tampouco "impureza de sangue", este o princípio básico de qualquer crença racial, que é sempre xenófoba e atlante, consequentemente, retrógrada ante a evolução para a FRATERNIDADE UNIVERSAL DOS POVOS, e isto é SINARQUIA, sim, a mesma CONCÓRDIA UNIVERSAL.

Os famosos Protocolos dos Sábios de Sião foram escritos não por xenófobos europeus "puros" e, sim, pelos próprios judeus alemães querendo divisar a "Nova Sião" não na Palestina mas na própria Europa, tendo sido pretexto mais que bem vindo para ser incorporado ao ocultismo nazi. Esse livro é uma verdadeira patranha da primeira à última página, um grito de desespero pela Israel perdida e que eles queriam (re)fundar em qualquer parte do Mundo, ainda que se diga que as emigrações maciças dos judeus europeus para a Palestina começaram no final do século XIX sob a influência dos ideais do Sionismo. Mas, a verdade, é que nunca conseguiram fundar nesse Protectorado inglês qualquer país independente, senão em 14 de Maio de 1948, quando os britânicos abandonaram esse gigantesco "campo de concentração" deixando os judeus entregues à sua sorte, para logo nessa mesma data ser fundado o Estado de Israel e de imediato ser-lhe declarado guerra pelos vizinhos Estados Árabes. Ninguém os queria nas proximidades, parte alguma do Mundo os desejava. Estala a "Guerra Fria" entre as duas super-potências de então, América do Norte e União Soviética, e logo a seguir à Guerra da Coreia os franceses, opositores à política económico-militar norte-americana para o Médio Oriente, dotam o Estado de Israel com armamento nuclear. Hoje, mais de 100 ogivas nucleares israelitas estão direccionadas à América do Norte, a sua grande amiga e defensora (pudera!), quando antes de ser armado com armas de destruição maciça fora a principal defensora do desmantelamento do Estado de Israel.

Israel (ISIS-RA-ELI, "Os da Realeza de Ísis") era o nome primitivo desse iniciático "Colégio dos Patriarcas do Tabernáculo do Deserto", em torno do qual as 12 Tribos se reuniram e acabaram fundando o país com o nome do mesmo. Depois perderam-no, encetaram diáspora e quiseram (re)fundar Israel em Portugal, nos Açores, também em África, e logicamente no Norte da Europa, na Alemanha. Por isso se assenhorearam dos poderes vitais dessa última: a força económica, eles próprios eram o poder económico da Alemanha. Os idealistas germânicos "puros", ainda que todos eles com sangue judaico (inclusive Hitler, por parte paterna), revoltaram-se contra isso e foi o que se viu: o judeu-alemão Karl Marx vendo o seu livro O Capital elevado a paradigma místico do doutrinário socialista germânico, que, anacronicamente, afirmava-se anti-comunista. Todos os outros contrários a tamanha e insensata aberração racista (Gothe, Rudolf Steiner, Wagner, etc.) viram as suas obras desapropriadas ou destruídas e eles mesmos perseguidos. Foi o caso de Richard Wagner, desapropriado das suas músicas tocadas à exaustão pelo movimento nazi, mas ele mesmo perseguido pelos "admiradores", e toda a sua família se rebelou contra a proximidade de Hitler a ela, excepto a viúva do génio, talvez por motivos de sobrevivência, pois seria uma loucura fatal enfrentar abertamente o todo-poderoso Führer!...

Quem foi o autor dos Protocolos dos Sábios de Sião? Tudo aponta para o judeu alemão Theodor Herzi (1860-1904), pai do Sionismo político. Hoje a maior fonte de poder económico fora de Israel está na América do Norte (e também na Alemanha e na França, mesmo que em escala menor), neste contexto completamente vergada pela emigração Judaica (aliayh) que a vampiriza, subjuga e estrangula até à medula, exportando as suas riquezas para Israel. E está muito bem assim, porque longe de ser a "Raça Eleita" a etnia Judaica carrega Karma pesadíssimo desde a Atlântida, estando presente em todas as tragédias por ela mesma provocadas na Raça Ária, sempre desobedecendo à Voz Suprema do MANU (que entretanto já a perdoou!), e é com esse Karma que haverá de desmembrar a América do Norte por via dos VAISHYAS, "comerciantes aburguesados", casta híbrida que usa o fruto sem dar frutos, e também a todos os países com ela relacionados por via da Lei do Karma. A Missão Espiritual e Manúsica do Norte-América, sabemos, terminou abrupta e tragicamente em 1954, quando o seu Governo encetou a deflagração de engenhos nucleares no Deserto do Novo México, junto a Cimarron, onde estava a Fraternidade Jina de EL MORO, cujos alicerces externos ficaram completamente destruídos e os internos gravemente abalados, a ponto do "ADORMECIDO" JEFER-SUS ser retirado saí à pressa para o Sul do Continente, para o BRASIL, propriamente o RONCADOR. Mas isto são outras falas... Agora a América do Norte tem de pagar não ter dado ouvidos à Grande Loja Branca em não fazer o que fez, está pagando e cada vez mais, e com a sua queda económica sem dúvida que os países menos desenvolvidos dependentes dela, também cairão. Basta ler os jornais, ouvir as rádios e ver as televisões para perceber como essa queda está acontecendo, e a velocidade vertiginosa, com a Natureza vergastando, com os homens opositando. Fim de Ciclo apodrecido e gasto... deixemos o Tempo falar.

A SINARQUIA não se faz de coisas velhas (dessas só ficando a experiência que é quem dá consciência), mas de coisas novas, novíssimas, então aí temos a Terra Virgem (até no signo), a "Nova Lusitânia" de Pedro de Mariz no século XVII, enfim, o BRASIL, este sim, a NOVA ISRAEL ou "Terra da Virgem Mãe"... Aparecida, o que vai bem com a ERA DO ESPÍRITO SANTO que já iniciou em 24 de Fevereiro de 1954 e cada vez mais se faz sentir em toda a Terra.
 Foi essa a minha resposta. No mais, repito:
 "SPES MESSIS IN SEMINE!" ou "SPES MESSIS IN SEMINE?"
 ("A Esperança da Colheita está na Semente")
 EIS A QUESTÃO!

Compete a nós, Teúrgicos, na parte que nos cabe no grande plano universal delineado pela Excelsa Fraternidade Branca para o momento actual ante o Futuro imediato do Mundo, dar a resposta e resolução a tamanho problema mogno que é, uma vez mais, o da Felicidade Humana.
 No que temos a dar, para tanto estamos prontos, como demonstra este estudo começado em S. Paulo e desfechado em Lisboa, separando, vez por todas, o Trigo do joio, a Verdade da mentira, a Luz das trevas neste momento crítico que tudo e todos atravessam.

À Humanidade:

- UNAMO-NOS PARA REINAR! NADA PELA ANARQUIA! TUDO PELA SINARQUIA!
 Aos Tributários:
 - LUTAI PELO DEVER (DA HUMANA REDENÇÃO)!
 Aos Templários:
 - QUE ADVENHA O VOSSO (DIVINO) REINO!
 A Todos, com a destra espalmada no peito:
 - PAX!





              
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