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5 de mar. de 2012

Ame a Si Mesmo e Observe

By Osho


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“Ame a si mesmo e observe – hoje, amanhã, sempre”... BUDA
O amor é o alimento da alma. Assim como a comida é para o corpo, o amor é para a alma. Sem comida o corpo enfraquece, sem amor a alma enfraquece. E nenhum estado, nenhuma igreja e nenhum interesse investido jamais quiseram que as pessoas tivessem almas fortes porque uma pessoa com energia espiritual está fadada a ser rebelde.

O amor lhe faz rebelde, revolucionário. O amor lhe dá asas para voar alto. O amor lhe dá insight nas coisas, assim ninguém pode lhe enganar, lhe explorar, lhe oprimir. E os padres e os políticos só sobrevivem com o seu sangue – eles só sobrevivem na exploração. Eles são parasitas, todos os sacerdotes e todos os políticos.

Para lhe tornar espiritualmente fraco eles descobriram um método seguro, cem por cento garantido, e esse é ensinar a você a não amar a si mesmo – porque se um homem não pode amar a si mesmo ele também não pode amar mais ninguém. O ensinamento é muito ardiloso. Eles dizem: Ame os outros – porque eles sabem que se você não puder amar a si mesmo você não pode amar de maneira nenhuma. Mas eles continuam dizendo: Ame os outros, ame a humanidade, ame a Deus, ame a natureza, ame sua esposa, seu marido, seus filhos e seus pais, mas não ame a si mesmo, porque, segundo eles, amar a si mesmo é egoísta.

Eles condenam o amor-próprio mais do que qualquer outra coisa – e eles fizeram seu ensinamento parecer muito lógico. Eles dizem: Se você amar a si mesmo você se tornará um egoísta, se você amar a si mesmo você se tornará um narcisista. Isso não é verdade. Um homem que ama a si mesmo descobre que não existe nenhum ego nele. É amando os outros sem amar a si próprio, é tentando amar os outros que o ego surge.

O amor nada sabe de dever. Dever é um fardo, uma formalidade. Amor é uma alegria, um compartilhar; o amor é informal. O amante nunca sente que ele fez o bastante; o amante sempre acha que mais é possível. O amante nunca sente, ‘Eu favoreci o outro’. Pelo contrário, ele sente, ‘Devido a que meu amor foi recebido, estou agradecido. O outro me favoreceu por receber meu presente, não o rejeitando’. O homem do dever pensa, ‘Sou mais elevado, espiritual, extraordinário. Vejam como eu sirvo as pessoas’!

Um homem que ama a si mesmo respeita a si mesmo e um homem que ama e respeita a si próprio respeita os outros também, porque ele sabe, ‘Assim como eu sou, os outros também são. Assim como gosto do amor, respeito, dignidade, os outros também gostam’. Ele se torna cônscio de que não somos diferentes, no que diz respeito ao essencial, nós somos um. Estamos debaixo da mesma lei: Aes dhammo sanantano*.

O homem que ama a si mesmo desfruta tanto do amor, se torna tão contente, que o amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Tem que alcançar! Se você vive o amor, você começa a compartilhá-lo. Você não pode continuar a amar a si mesmo para sempre porque uma coisa ficará absolutamente clara para você: que se amando uma pessoa, você mesmo, é um êxtase tão tremendo e tão belo, tanto mais êxtase está esperando por você se você começar a compartilhar seu amor com muitas pessoas!

Lentamente as ondulações começam a se expandir cada vez mais longe. Você ama outras pessoas; então você começa a amar os animais, os pássaros, as árvores, as pedras. Você pode preencher todo o universo com o seu amor. Um simples indivíduo é suficiente para encher todo o universo com amor, assim como um simples seixo pode encher todo o lago de ondulações – um pequeno seixo.

O homem precisa se tornar um deus. A menos que o homem se torne um deus não poderá haver nenhum preenchimento, nenhum contentamento. Mas como é que você pode se tornar um deus? Seus sacerdotes dizem que você é um pecador. Seus sacerdotes dizem que você está condenado, que você está destinado a ir para o inferno. E eles lhe tornam muito temeroso de amar a si mesmo.

Eis porque as pessoas são tão eficientes em descobrir defeitos. Elas encontram defeitos em si mesmas – como é que elas podem evitar encontrar os mesmos defeitos nos outros? Na verdade, elas irão encontrá-los e irão engrandecê-los, irão torná-los tão grandes quanto possível. Esse parece ser o único meio de defesa; de alguma maneira, para salvar as aparências. Você precisa fazer isso. Eis porque existe tanta crítica e tanta falta de amor.

Digo que esse é um dos mais profundos sutras de Buda, e só uma pessoa desperta pode lhe dar um tal insight.

A pessoa que ama a si própria pode facilmente se tornar meditativa, porque meditação significa estar consigo mesmo.

Se você odeia a si mesmo – como você faz, como foi dito a você para fazer, e você tem seguido isso religiosamente – se você odeia a si próprio, como é que você pode ficar consigo mesmo? A meditação não é outra coisa senão desfrutar de sua bela solitude e celebrar a si próprio. Eis o que é toda a meditação. A meditação não é um relacionamento. O outro não é absolutamente necessário; somos suficientes para nós mesmos. Somos banhados em nossa própria glória, banhados em nossa própria luz. Estamos simplesmente alegres porque estamos vivos, porque somos.

O maior milagre do mundo é que você é e que eu sou. Ser é o maior milagre e a meditação abre as portas desse grande milagre. Mas só o homem que ama a si próprio pode meditar; do contrário você está sempre fugindo de si mesmo, evitando a si mesmo. Quem quer olhar para um rosto feio e quem quer penetrar num ser feio? Quem quer se aprofundar na própria lama, na própria escuridão? Quem vai querer entrar no inferno que pensam que estão? Você quer manter essa coisa toda coberta com lindas flores e você vai querer sempre fugir de si mesmo.

Desse modo as pessoas estão continuamente procurando companhia. Elas não podem ficar consigo mesmas; elas querem estar com os outros. As pessoas estão buscando qualquer tipo de companhia; se elas puderem evitar a companhia de si próprios qualquer coisa servirá. Elas se sentarão numa sala de cinema por três horas vendo alguma coisa totalmente estúpida. Elas irão ler uma novela de detetives por horas, desperdiçando seu tempo. Elas irão ler o mesmo jornal repetidamente apenas para ficarem ocupados. Elas irão jogar baralho e xadrez só para matar o tempo... Como se elas tivessem tempo de sobra!

O amor começa com você mesmo, assim ele pode se espalhar. Ele vai se espalhando a sua própria maneira; você não precisa fazer nada para espalhá-lo.

"Ame a si mesmo...", diz Buda. E então imediatamente ele acrescenta: "... e observe". Isso é meditação, esse é o nome de Buda para a meditação. Mas a primeira condição é amar a si mesmo, e então observe. Se você não amar a si mesmo e começar a observar, você pode se sentir como que cometendo suicídio.

Muitos Budistas se sentem como que cometendo suicídio porque eles não dão atenção à primeira parte do sutra, eles imediatamente saltam para a segunda parte: observe a si mesmo. Na verdade, nunca encontrei um simples comentário sobre o o Dhammapada, esses sutras do Buda, que desse alguma atenção à primeira parte: Ame a si mesmo.

Sócrates diz: Conhece a ti mesmo, Buda diz: Ame a si mesmo. E Buda é muito mais verdadeiro porque a menos que você ame a si próprio você nunca conhecerá a si mesmo – conhecer só vem mais tarde, o amor prepara o terreno. Amar é a possibilidade de conhecer a si mesmo. O amor é a maneira certa de conhecer a si mesmo.

“Ame a si mesmo e observe… hoje, amanhã, sempre”.

Crie energia ao redor de si mesmo. Ame seu corpo e ame sua mente. Ame todo seu mecanismo, todo seu organismo. Por amar significa: aceitar isso como isso é, não tente reprimir. Nós reprimimos somente quando odiamos alguma coisa, reprimimos somente quando somos contra alguma coisa. Não reprima porque se você reprimir como é que você vai observar? Não podemos fitar o inimigo olho no olho; podemos somente olhar nos olhos de nosso amado. Se você não for um amante de si mesmo você não será capaz de olhar nos seus próprios olhos, na sua própria face, na sua própria realidade.

Observar é meditação, o nome de Buda para a meditação. Observe diz Buda. Ele diz: Esteja cônscio, alerta, não fique inconsciente. Não se comporte como que dormindo. Não continue funcionando como uma máquina, como um robô. É assim que as pessoas estão vivendo.

Observe – apenas observe. Buda não diz o que deve ser observado – tudo! Caminhando, observe o seu caminhar. Comendo, observe o seu comer. Tomando banho, observe a água, a água fria caindo sobre você, o toque da água, a frieza, o arrepio que dá na sua espinha – observe tudo, “hoje, amanhã, sempre”.

Finalmente chega o momento quando você pode observar até mesmo seu sono. Esse é o máximo no observar. O corpo vai dormir e ainda fica um observador desperto, olhando silenciosamente o corpo profundamente adormecido. Isso é o máximo da observação. Agora mesmo exatamente o oposto é o caso: seu corpo está desperto, porém você está dormindo. Então você estará desperto e seu corpo estará dormindo. O corpo precisa de descanso, todavia sua consciência não necessita de nenhum sono. Sua consciência é consciência: isso é atenção, essa é sua própria natureza.

Quando você se torna mais alerta você começa a criar asas – então todo o céu lhe pertence. O homem é um encontro da terra com o céu, do corpo e da alma.
   

22 de jan. de 2012

Cristo

Bem disse Cristo:


“Ninguém pode chegar ao Pai, senão por mim.”


Esta é a verdade, pois onde poderemos ver o Pai, senão no Filho? Todo ser humano, por mais pobre e mísero que seja, é um templo de Deus, um reflexo de Deus que enche o universo, mas que se manifesta por intermédio de um verdadeiro instrutor.Todos nós reconhecemos que Deus existe, embora não o vejamos nem o compreendamos; porém se compararmos um genuíno Instrutor com o conceito que temos formado de Deus resultará que o caráter do Instrutor supera o nosso conceito de Deus e verificamos que não podemos formar um conceito que supere o caráter do Instrutor que se nos manifesta como encarnação pessoal de Deus. A divina encarnação dos judeus, que nela creram, foi Cristo. Quando Cristo nasceu, os judeus se achavam em um estado de estagnação e só se ocupavam de minúcias e pormenores, sem dar atenção ao essencial. Cristo velo ao mundo, para dar um novo Impulso à humanidade, na Palestina. Os fariseus e saduceus podiam ter sido hipócritas e ter feito o que não deviam, porém foram a causa e o Instrutor Cristo foi o efeito. Embora os rituais, a liturgia, as cerimônias, as formalidades e por menores acessórios da religião, às vezes, causem riso, acumulam não pouca energia e, precisamente, esta energia estava acumulada no formalismo religioso dos judeus. Rodeados de inimigos por todos os lados, estavam recolhidos no recinto onde foram encerrados pela força militar dos romanos e a mentalidade dos gregos; não obstante, conservavam a energia racial, até hoje mantida pelos seus descendentes. Não era possível que essa energia ficasse comprimida por muito tempo; por isso encontrou sua expansão no cristianismo, no Instrutor Jesus de Nazareth, apelidado a Cristo, como a Gautama apelidaram o Buda. Cada Instrutor surge em harmonia com a época, como criação do passado de sua raça e iniciador da futura. A causa de hoje é o efeito do passado e causa do futuro. Nesta situação se encontra o Instrutor, que encarna aquilo que de melhor e mais nobre há em sua raça, sendo ao mesmo tempo o impulsionador do futuro da humanidade. Por isso disse: "Não crede que vim mudar a lei, mas sim cumpri-la." Devemos considerar que Jesus, o Cristo, era oriental, embora os pintores se empenhem em figurá-lo com olhos azuis e cabelos louros. Também a Bíblia é oriental em seus dois testamentos; aliás, suas descrições, comparações, imagens e metáforas denotam estilo oriental. As cenas, os lugares, as atitudes, os personagens, a linguagem poética que nos fala do aguilhão, do deserto, dos vales com seus lírios, do brilhante firmamento, dos rebanhos, das mulheres que com o cântaro na cabeça vão buscar água no poço, dos moinhos, dos arados e de tudo quanto atualmente se vê na Ásia, como prova do primitivo trabalho do homem, tudo isso é oriental. A voz da Ásia tem sido a voz da religião. A voz da Europa tem sido a voz da Política. Cada um é grande em sua própria esfera. A voz da Europa é a voz da antiga Grécia. Para os gregos sua nação era tudo. Quem não falava sua língua era bárbaro e não tinha direito à vida. Segundo os gregos, tudo isso que faziam era justo e perfeito; o resto que se fazia no mundo era incorreto.


Não obstante, eram intensamente humanos em suas simpatias, intensamente naturais e, portanto, profundamente artistas. O grego vive por completo neste mundo. Não sonha. Até sua poesia é prática. Seus deuses e deusas são intensamente humanos, com todas as paixões, sentimentos e emoções do homem. Ama a beleza do mundo externo, das montanhas e das neves, das flores e das aves. Como foram os mestres dos posteriores povos europeus, a voz da Europa é um eco da Grécia. Na Ásia, porém, a religião é uma coisa prática, tal como foi a vida de Cristo, como legítimo filho do Oriente: intensamente prática. Seu reino não é deste mundo, não se preocupa com as coisas perecíveis deste mundo e nem tem onde reclinar a cabeça. Não se entretém em interpretar os textos das Escrituras, mas sim em exortar aos povos que se preparem porque o reino dos céus se aproxima e o fim pode colhê-los de surpresa. Cristo não fez da religião capa e máscara da vaidade, como se costuma fazer atualmente; a prova de que os cristãos não compreenderam o caráter de seu predileto Instrutor está em que uns o qualificam de revolucionário e comunista, outros o consideram o modelo do patriotismo judaico e outros ainda, de hábil político. Entretanto, não há nos Evangelhos nada que justifique estas suposições; ao contrário, Ele aconselha a dar a César o que é de César, afirmando com isto o princípio da autoridade civil e não fazendo distinção entre gentios e judeus. O melhor comentário da vida de Cristo é a sua própria vida e atualmente, os cristãos anseiam pelas riquezas, pelo poderio, a fama, a posição social, quando deveriam modificar sua conduta a fim de não profanar com ela o nome do seu Instrutor. Cristo não viveu ligado por laços de família. Quando lhe disseram que sua mãe e seus irmãos o esperavam fora, não se deteve para saudá-los nem os fez chegar onde Ele estava exclamando: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos - "E estendendo a mão para os seus discípulos, disse: "Eis aqui minha mãe e meus irmãos, porque todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” E nas bodas de Canaã, quando sua mãe lhe disse. que havia acabado o vinho, Ele respondeu: “Que tenho eu contigo, mulher? Minha hora ainda não chegou.". Cristo não tinha a sensação de sexualidade, nem havia chegado ao mundo como os outros homens, à semelhança dos animais, porque era a encarnação de Deus. Seu corpo era unicamente a expressão de sua alma, que nele atuava para o bem da humanidade. A alma não tem sexo. Esse ideal, não obstante, pode estar muito longe do nosso alcance, mas não o devemos perder de vista, mantendo o propósito de realizá-lo algum dia. Em sua vida, Cristo não teve outra ocupação nem outro pensamento além de que era puro espírito manifestado na carne, porém não sujeito a ela; com sua maravilhosa intuição, sabia que todo ser humano, homem ou mulher, judeu ou gentio, rico ou pobre, justo ou pecador, era a encarnação de seu próprio espírito, embora ainda não manifestado em sua plenitude, como Pai manifestava. Assim, em sua oração do Pai, disse:"Mas rogo não somente por estes, senão também pelos que hão de crer em mim pela palavra deles, a fim de que todos sejam uma coisa, como tu, em mim ó Pai e eu em ti: que também sejam em nós uma só coisa. "Isto não pode significar mais do que anelo de que chegue o dia em que, pela fé do Cristo, possa alcançar os crentes o reconhecimento de sua unidade essencial com Cristo e com Deus. Desse modo, a obra capital de sua vida foi estimular em quantos o seguiam o reconhecimento dessa unidade essencial, dizendo-lhes: "O reino de Deus está em vós."



Equivalia a dizer-lhes que abandonassem as velhas e supersticiosas idéias de que eram vermes desprezíveis da terra e que podiam ser tiranizados como escravos, porque em seu interior estava o triunfante reino de Deus, o espírito divino, invulnerável, eterno, imortal. Jesus jamais fala deste mundo, nem do aspecto do mundo senão para vituperar sua vaidade e exortar aos povos do mundo a que sigam avante em seu aperfeiçoamento, até alcançarem a resplandecente luz de Deus, até que todos reconheçam a divindade essencial de sua natureza e que fique vencida a morte e anulada a aflição, não vamos discutir agora, se há algo de lendário no Novo Testamento, algo de místico relativamente à vida de Jesus Cristo, nem nos importa que os Evangelhos datem de séculos depois de sua morte. O importante é a moral evangélica, idêntica no fundo à moral ensinada por todos os Instrutores que precederam a Cristo. Para a salvação não há necessidade de ciência acadêmica, nem de riquezas, poderio ou fama. Só necessitamos de pureza, porque o espírito é puro por essência e não pôde ser de outra maneira, porque procede de Deus; por isso diz a Bíblia que o espírito é o sopro de Deus e o Corão afirma que é a alma de Deus. Não obstante, está, por assim dizer, encoberto pelo pó das nossas ações e as obscuridades da nossa ignorância. Basta eliminarmos o Ego e as obscuridades, para que o espírito brilhe em todo o seu esplendor. "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus." "O reino de Deus está em vós.". "Não busqueis o reino de Deus aqui nem ali, porque está em vosso íntimo. Também ensinou Jesus, o Cristo, a renúncia como o melhor meio para eliminarmos as obscuridades que cobrem a luz do espírito como uma capa. O jovem rico pergunta a Jesus: Ó bom Mestre, que farei para conquistar a vida eterna? Jesus responde: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus e se queres conquistar a vida eterna, guarda os mandamentos. O jovem indaga: Quais são? Jesus replica: Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não dirás falsos testemunhos. Honra o teu pai e à tua mãe e ama o próximo como a ti mesmo. Falou então, o jovem: - Tudo isso observei desde a minha adolescência. Que mais me falta? Respondeu Jesus: - Se queres ser perfeito, anda, vende o que tens, dá aos pobres e terás tesouros no céu; vem e segue-me. O jovem, porém, afastou-se muito triste, sem obedecer ao Mestre, porque era possuidor de multas riquezas. Todos nós somos mais ou menos como esse jovem. A Voz ressoa dia enoite em nossos ouvidos, no meio dos nossos prazeres e alegrias; no meio das coisas mundanas esquecemo-nos das espirituais até que em um momento de pausa ressoa em nossos ouvidos a Voz que aconselha: "Vende quanto tens e segue-me.""Todo aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á e todo aquele que por Mim perca a vida, a salvará. "Porque todo aquele que renuncia a vida deste mundo por amor a Cristo, conquista a vida imortal.


Swami Vivekananda
  
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